sábado, 31 de outubro de 2009

Acusado de matar muçulmana vai a julgamento

Acusado de matar egípcia em tribunal alemão vai a julgamento

Foto de Marwa El-Sherbini em frente à prefeitura de Dresden, durante cerimônia fúnebre após sua morte

Tribunal de Dresden leva a julgamento jovem que esfaqueou a farmacêutica egípcia Marwa El-Sherbini. O processo vem sendo acompanhado com atenção por observadores internacionais.

Com acirradas medidas de segurança, o Tribunal Regional de Dresden inicia nesta segunda-feira (26/10) o julgamento em torno do assassinato da egípcia Marwa El-Sherbini, morta a facadas no último 1° de julho numa sala deste mesmo tribunal. A farmacêutica de 31 anos, natural de Alexandria, foi morta, segundo a promotoria, por motivos xenófobos.

O acusado, Alex W., de nacionalidade alemã, nasceu na Rússia, de onde se mudou para a Alemanha no ano de 2003. O homicídio causou consternação em vários países do mundo islâmico, tendo desencadeado uma série de protestos. Em Alexandria, a vítima se tornou conhecida como "a mártir do lenço muçulmano".

Altas medidas de segurança

Em Dresden, 200 policiais zelam pela segurança do local durante o julgamento, que vem sendo preparado há semanas. O Departamento de Criminalística do estado menciona um "perigo abstrato" de que haja tentativa de violência no tribunal.

Na internet, foram registradas ameaças de vingança por parte de muçulmanos no país. Neste fim de semana, uma orquestra da Saxônia cancelou dois concertos que faria em Alexandria e no Cairo, também por motivos de segurança.

(Foto)Manifestantes iranianas em protestos pela morte da egípcia

O caso envolvendo a morte de Marwa El-Sherbini começou no verão europeu de 2008, quando a egípcia, portando um lenço muçulmano, pediu para que Alex W. liberasse um dos balanços de um parquinho infantil para que sua filha pudesse usá-lo. O jovem, de então 28 anos, ofendeu El-Sherbini, chamando-a de "terrorista" e "vadia".

A vítima entrou com uma queixa contra Alex W.. Durante as negociações para estabelecer uma multa a ser paga pelo acusado, numa sessão do tribunal de Dresden, o mesmo esfaqueou El-Sherbini, grávida de três meses, matando-a com pelo menos 16 facadas na frente de seu filho de três anos de idade.

Seu marido, de 32 anos e doutorando de uma universidade de Dresden, tentou intervir para protegê-la e acabou gravemente ferido, depois de ser baleado por um policial que adentrou o recinto, supondo que ele seria o criminoso e não Alex W..

Ódio a não-europeus

No dia 28 de agosto último, a promotoria escreveu sobre o réu: "Como o motivo do acusado é seu ódio acentuado por não-europeus e muçulmanos, parte-se do princípio de que se trata de um homicídio pelas razões mais baixas". Um laudo psiquiátrico que se encontra nas mãos da Justiça não aponta nenhum distúrbio psíquico no acusado.

Michael Sturm, advogado de defesa do réu, acentua que o julgamento terá que tornar visível "que tipo de pessoa Alex W. é e sob que condições psíquicas ele cometeu o crime". Para o tribunal, contudo, acentua Sturm, será difícil "não condenar o réu".

(Foto)A farmacêutica egípcia foi assassinada em julho último

O processo, conduzido em Dresden, deverá prosseguir até o próximo 11 de novembro. Até então, serão ouvidas aproximadamente 30 testemunhas. Entre observadores, jornalistas que reportam sobre o caso e envolvidos, foi instalada uma parede de vidro à prova de bala de 2,5 metros de altura. As ruas nas proximidades do tribunal serão bloqueadas durante as sessões e nem mesmo os moradores da região terão acesso de carro às proximidades do tribunal.

Local do crime

O julgamento vem sendo acompanhado com grande atenção em outras partes do mundo, reunindo em Dresden jornalistas de outros países europeus, russos e egípcios. O presidente da Ordem dos Advogados do Egito, Hamdi Ahmed Chalifa, chegou à Alemanha neste domingo, a fim de acompanhar o processo e dar apoio à família da vítima.

"Nunca houve na Saxônia um julgamento com tamanho aparato de segurança", afirma o promotor Christian Avenarus. Uma das peculiaridades deste julgamento é o fato de que a maioria das testemunhas está ligada à Justiça. E o local do crime é uma sala do próprio tribunal que julga o caso.

SV/dpa/epd/ap
Revisão: Roselaine Wandscheer

Fonte: Deutsche Welle
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4824233,00.html

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Preso pela segunda vez suspeito de liderar neonazistas

Homem teria mandado matar casal de universitários São Paulo – Suspeito de ser o mandante do assassinato de um casal de universitários de Curitiba (PR) em uma cerimônia neonazista, Ricardo Barollo, um paulista de 34 anos, foi preso ontem na zona sul de São Paulo. É a segunda vez que os policiais fazem a captura do homem, considerado um dos líderes do movimento de intolerância contra judeus, negros e gays no Brasil. Em maio deste ano, ele acabou na cadeia, mas foi liberado pela Justiça, que agora reviu sua decisão.

Agentes também fizeram prisões de outras pessoas suspeitas de envolvimento no caso, inclusive em Teutônia, município de 25 mil habitantes no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. A Polícia Civil gaúcha investiga as relações entre neonazistas do Paraná e do Estado.

A morte do casal em Curitiba aconteceu em 20 de abril deste ano, após uma festa em comemoração dos 120 anos de nascimento do líder nazista Adolf Hitler. Segundo a Polícia Civil, o motivo do crime foi uma rixa entre grupos neonazistas.

Conforme a investigação, Ricardo Barollo teria ordenado também a morte de um morador de Caxias do Sul e ex-integrante do movimento neonazista. O paulista visitava seguidamente a Serra gaúcha, onde namorava uma jovem moradora de Caxias do Sul e tinha contatos com simpatizantes de um grupo separatista da região.

- O movimento nazista brasileiro é forte em São Paulo e Paraná. Tem conexões em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e, em menor parte, em Goiás. Os filiados, cerca de 300 em todo o país, pagam mensalidades conforme suas possibilidades
- A ideia é criar um novo país, de supremacia da raça ariana, em algum lugar da Região Sul
- Os membros são recrutados pela internet. O requisito principal é provar a pureza da raça. Após a aceitação, os membros fazem um juramento de sangue no qual se comprometem a nunca trair, ter honra e lealdade, seguir a ideologia nacional-socialista e obedecer o líder.

Fonte: Pioneiro(Caxias do Sul)
http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/impressa/11,2701346,157,13426,impressa.html

Mais:
Jornale Curitiba; Jornal Pequeno; Band; Terra Brasil, Paraná Online; Gazeta do Povo; O Globo

2191 pessoas, entre elas neonazistas, são presas em Operação da Polícia em São Paulo
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=685577

domingo, 25 de outubro de 2009

As raízes do mal: Haneke explica “A Fita Branca”

O austríaco Michael Haneke é um dos mais importantes cineastas em atividade. Seus filmes costumam provocar perplexidade e mal-estar, por abordarem a violência, física ou psicológica, inclusive contra crianças, de forma muito direta, sem rodeios. Seus filmes mais famosos são “A Professora de Piano”, com Isabelle Hupert, e “Caché”, com Juliette Binoche, ambos exibidos no circuito comercial brasileiro. Também dirigiu “Violência Gratuita” e “Código Desconhecido”.

Com o assustador, mas imperdível, “A Fita Branca”, que venceu o Festival de Cannes este ano, Haneke volta a provocar incômodo. Filmado em preto-e-branco, conta a história de uma comunidade rural na Alemanha, entre 1913 e 1914, onde estranhos e violentos incidentes começam a ocorrer.

Somos apresentados a um conjunto de personagens fortes: o barão dono das terras e seus empregados submissos, o médico autoritário, a parteira e seu filho com problemas mentais, o pastor protestante rigoroso, o professor tímido, um enxame de crianças reprimidas e entediadas.

Impossível não sair do cinema pensando que Haneke procurou, com “A Fita Branca”, explicar as origens das raízes culturais da geração que abraçou o nazismo, 20 anos depois dos fatos que narra no filme. Mas essa é uma leitura rasa, diz o próprio cineasta, numa excelente entrevista a Anthony Lane, na revista “New Yorker” (5 de outubro de 2009, infelizmente não disponível online).

Transcrevo a seguir, numa tradução livre, a longa resposta que Haneke dá à tentativa de rotular seu filme como uma parábola sobre o nazismo:
“Não ficaria feliz se esse filme fosse visto como um filme sobre um problema alemão, sobre o nazismo. Este é um exemplo, mas significa mais que isso. É um filme sobre as raízes do mal. É sobre um grupo de crianças, que são doutrinadas com alguns ideais e se tornam juízes dos outros – justamente daqueles que empurraram aquela ideologia goela abaixo deles. Se você constrói uma idéia de uma forma absoluta, ela vira uma ideologia. E isso ajuda àqueles que não têm possibilidade alguma de se defender de seguir essa ideologia como uma forma de escapar da própria miséria. E este não é um problema só do fascismo da direita. Também vale para o fascismo da esquerda e para o fascismo religioso. Você poderia fazer o mesmo filme – de uma forma totalmente diferente, é claro – sobre os islâmicos de hoje. Sempre há alguém em uma situação de grande aflição que vê a oportunidade, através da ideologia, para se vingar, se livrar do sofrimento e consertar a vida. Em nome de uma idéia bonita você pode virar um assassino.”
Este é Michael Haneke.

“A Fita Branca” terá mais três exibições na Mostra. Domingo (25), às 16h40, no Reserva Cultural, dia 31, às 18h20, nos HSBC Belas Artes, e dia 1º de novembro, às 20h30, no Cine Bombril. Mais informações, e um trailer, no site da Mostra.

Fonte: IG
http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/2009/10/24/as-raizes-do-mal-haneke-explica-%E2%80%9Ca-fita-branca%E2%80%9D/

sábado, 24 de outubro de 2009

Visita virtual ao Museu de Auschwitz no Facebook

Na página do Museu de Auschwitz no Facebook, por dia, é publicado um informativo curto sobre o Holocausto e do próprio museu como o que será transcrito abaixo. Pra quem não deu uma conferida na página, vale a pena acompanhá-la.

Atividades do Museu Memorial de Auschwitz. Auschwitz Memorial / Muzeum Auschwitz

O Museu é uma instituição estatal, ligada diretamente ao Ministério da Cultura e do Patrimônio Nacional da Polônia. Em 31 de dezembro de 2008, havia 253 pessoas empregadas no Museu. Este número não inclui cerca de 230 guias bem treinados e que trabalham em 15 idiomas. O Centro Internacional para Educação sobre Auschwitz e o Holocausto esteve em funcionamento no Museu por vários anos.

Conservação dos registros do Instituto de Higiene da SS

Cerca de 40 mil documentos estão sendo conservados dentro da estrutura deste projeto. Especialistas do museu estão trabalhando em conjunto com estudantes e graduados dos departamentos de conservação da Alemanha. O corpo do Departamento de Preservação desenvolveu os procedimentos que são usados e dirige e supervisiona o trabalho.

Os registros do Instituto de Higiene da SS datam do período entre abril de 1943 e 12 de janeiro de 1945. Eles foram criados no Instituto em Oświęcim, que foi o responsável pela execução da pesquisa e análise higiênica e bacteriológica para a SS, Wehrmacht e unidades de polícia, assim como do campo de concentração. Os documentos incluem os nomes de pessoas daquelas amostras que foram analisadas (incluindo membros da guarnição da SS em Auschwitz I e prisioneiros de Auschwitz II-Birkenau e dos subcampos), como também o registro sobre a administração do instituto e os prisioneiros que trabalharam lá como auxiliares.

Fonte: página do Museu de Auschwitz no Facebook
http://www.facebook.com/album.php?aid=128509&id=170493316096&ref=nf
Tradução: Roberto Lucena

Manifestantes protestam contra líder de direita na BBC

Manifestantes invadiram nesta quinta-feira o principal prédio usado pela BBC para a produção de programas de TV, em Londres, durante um protesto contra a decisão da emissora de colocar no ar o maior líder da extrema direita do país.

Reuters

(Foto) Policiais tentam conter manifestantes em frente ao prédio da BBC

O líder do Partido Nacional Britânico (BNP, na sigla em inglês), Nick Griffin, foi convidado e compareceu ao prédio para a gravação do programa de debates de TV Question Time O programa está agendado para ir ao ar esta noite (22h35, horário britânico, 19h35 no horário de Brasília), mas deveria ser gravado antes.

Centenas de manifestantes se aglomeraram em frente ao prédio, interrompendo o trânsito. Imagens de TV mostraram a polícia e seguranças retirando pessoas do local. Não houve invasão dos estúdios.

Argumentos

O BNP opera na legalidade na Grã-Bretanha e obteve duas cadeiras no Parlamento Europeu em eleições britânicas no início deste ano.

Entre as propostas defendidas pelo partido, que só permite a filiação de brancos, está a suspensão de toda imigração para a Grã-Bretanha e o "reassentamento voluntário" de imigrantes legais e cidadãos britânicos descendentes de estrangeiros em suas "terras de origem étnica".

O órgão do governo que monitora o cumprimento das leis referentes a direitos humanos e igualdade, a Equality and Human Rights Commission, moveu um processo contra o BNP, afirmando que as regras sobre filiação adotadas pelo partido são ilegais.

A Justiça determinou então que o partido mudasse suas regras internas sobre a aceitação de novos membros. O BNP prometeu acatar a determinação, mas até agora não adotou as mudanças.

A Equality and Human Rights Commission também afirmou que o BNP não deveria ser considerado pela BBC "como equivalente a outras organizações políticas que seguem a lei".

Muitos políticos britânicos se posicionaram contra a presença de Griffin no programa, afirmando que ela legitimaria suas propostas.

Mas a BBC afirma que não é função da emissora censurar o BNP. O diretor-geral da BBC, Mark Thompson, afirmou que apenas governos poderiam decidir quais organizações devem ser banidas da mídia.

Fonte: BBC Brasil/Reuters/Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/10/22/manifestantes+protestam+contra+lider+de+direita+na+bbc+8915912.html

Mais:
Telegraph(Inglaterra); Correio da Manhã(Portugal)

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Neonazistas presos por ataque racista no Rio Grande do Sul

Homens são presos por racismo depois de esfaquear segurança em metrô
Da Redação, com informações do Jornal da Band
cidades@eband.com.br

Dois homens foram presos por racismo depois de esfaquear segurança em uma estação de metrô no centro de Porto Alegre, na noite de quarta-feira. A vítima foi ferida à faca depois de advertir quatro pessoas que estavam urinando na rampa de acesso.

De acordo com Rubens Pazin, Diretor de Operações do Metrô, os agressores teriam dito que todos os negros deveriam morrer. Três estavam armados com facas e um com um martelo, mas o segurança se defendeu com um bastão. Ele foi ferido com uma facada no pescoço, mas passa bem.

Daniel Fabrício Silva de Oliveira, de 21 anos, e Laureano Toscani, de 24, foram presos em flagrante e autuados por tentativa de homicídio e racismo. Os outros homens fugiram.

Os dois presos fazem parte de uma organização neonazista no Rio Grande do Sul. Laureano Toscani já responde a processo por tentativa de homicídio contra três judeus em 2005.

Fonte: eBand(Rede Bandeirantes)
http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=209087
Obs: Vídeo da Reportagem no link acima

Mais:
O Globo; G1; Jornal Tribuna do Brasil; Diário do Pará

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A "técnica" do negacionista Faurisson de "revisar" a História do Holocausto

Graças a atitude intempestiva e tola de um "revisionista"(negador do Holocausto) querendo mostrar que "sabia o que estava dizendo" e de que "iria demonstrar" que o Holocausto não ocorreu, o mesmo acabou de forma indireta ajudando a descobrir mais uma picaretagem dos ditos "revisionistas" do Holocausto(negadores do Holocausto).

Ele ao citar trechos das memórias de Hoess sem checar antes os trechos no arquivo orginal, acabou por "entregar" a técnica do Faurisson("revisionista" francês) de usar textos sem citar as notas que o livro contém que são comentários explicativos em cima do texto. Com uma simples checagem no arquivo original a pessoa encontra a omissão das notas, que claro, os "revis" não citam porque sabem que a maioria das pessoas não irá verificar quando ver um texto "rebuscado" demais ou mais longo.

As notas são acréscimos excenciais ou explicações adicionais em cima do texto do livro, omitidas pra dar a impressão de "estudo sério" do dito negacionista francês Faurisson, negacionista ou picareta, como queiram.

É dessa forma que os "revis" dizem que "revisam" a História, quando não distorcem algo escrito, deliberadamente omitem fontes ou inventam.

O trecho das memórias citado por "revis":

http://www.ihr.org/jhr/v07/v07p389_Faurisson.html
Do link do IHR: "At my first interrogation, evidence was obtained by beating me. I do not know what is in the record, although I signed it. Alcohol and the whip were too much for me. The whip was my own, which by chance had got into my wife's luggage. It had hardly ever touched my horse, far less the prisoners. Nevertheless, one of my interrogators was convinced that I had perpetually used it for flogging the prisoners."
Indo ao arquivo original do livro, a gente encontra algo 'a mais': as notas. Os trechos omitigos(as notas)pelos "revis" são destacados abaixo em vermelho, e são bastante importantes para a compreensão e validação do texto:
Livro: "At my first interrogation, evidence was obtained by beating me. I do not know what is in the record, although I signed it.

A typewritten document of eight pages, which Hoess signed at 2:30 a.m. on March 14, 1946. It does not differ substantially from what he later said or wrote in Nuremberg or Cracow.

Alcohol and the whip were too much for me."
Segunda parte onde o Faurisson omitiu a nota(em vermelho também):
IHR: "After some days I was taken to Minden-on-the-Weser, the main interrogation centre in the British Zone. There I received further rough treatment at the hands of the English public prosecutor, a major."

Livro: "After some days I was taken to Minden-on-the-Weser, the main interrogation center in the British Zone. There I received further rough treatment at the hands of the English public prosecutor, a major.

See page 16 of Lord Russell's Introduction for details of this interview.
"
Ou seja, o comentário sobre as notas e da importância delas, e que justamente por essa razão foram propositalmente omitidas pelo revimané(negacionista) francês, na primeira nota diz que Hoess assinou um documento de 8 páginas em 14 de março de 1946 que não diferia substancialmente do que ele disse ou escreveu mais tarde em Cracóvia e em Nuremberg (julgamento). Na segunda nota se pede pra que leiam a página 16 da introdução do livro feita pelo Lord Russell para detalhes desta entrevista. O arquivo está em inglês.

Conclusão: se alguém conhecer um "pesquisador"(entre aspas pra indicar que se trata de um picareta) que fica omitindo notas pra "ter razão" de forma falsa naquilo que lança como "tese", favor avisar.

Fica aqui mais um registro da forma como os ditos "revisionistas" do Holocausto(e considero o termo "revisionista" equivocado pois é usado pra confundir com revisionistas, sem aspas, até porque eles são de fato negacionistas) "revisam" a História da Segunda Guerra com intuito deliberado de negar fato histórico omitindo notas.

domingo, 18 de outubro de 2009

Auschwitz entra no Facebook para combater indiferença

OSWIECIM, Polônia (Reuters) - O museu que dirige o ex-campo de concentração de Auschwitz lançou uma página no Facebook para combater a "indiferença" moral que permitiu o assassinato de cerca de 1,3 milhão de pessoas ali.

"A indiferença era um problema enorme durante a Segunda Guerra Mundial, durante o Holocausto. A maioria das pessoas adotou uma postura passiva, decidiu não fazer nada quando acontecia alguma coisa errada", disse o porta-voz do museu, Pawel Sawick, à Reuters Television.

"A desculpa delas era que não viram nada, elas não queriam (ver nada). Espero que essa página no Facebook, que é apenas uma pequena parte de nossa atividade, faça as pessoas mudarem sua postura para ativa quando algo estiver errado. Se apenas uma pessoa for convencida a mudar sua postura, será um enorme sucesso".

Entrar na popular rede social é a última iniciativa do museu Auschwitz-Birkenau, localizado perto da cidade de Oswiecim, no sul da Polônia, para chamar a atenção mundial ao trabalho de preservar a memória de judeus e outros presos assassinados no maior campo da morte de Adolf Hitler.

No início deste ano, com o apoio do governo polonês, o museu lançou um apelo internacional por fundos para ajudar a preservar suas instalações e exibições.

Estas incluem 155 prédios no campo, 300 instalações em ruínas e centenas de milhares de pertences pessoais e documentos espalhados em mais de 200 hectares.

O site de Auschwitz no Facebook, que até agora tem perto de 4.700 fãs, inclui informações sobre o museu e fotografias, inclusive algumas imagens da visita do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, ao campo no começo desta semana.

RESPEITO

"Auschwitz é um símbolo importante para indivíduos e nações, culturas e religiões. Por favor, lembrem-se de respeitar esse significado, a memória das vítimas e dos sobreviventes", está escrito no site, ao lado da página de comentários.

Os visitantes do museu gostaram da medida.

"É muito bom que (o campo) esteja na web e que qualquer pessoa possa visitá-lo de casa porque nem todo mundo pode vir até aqui. As pessoas agora podem ver tudo e ter uma ideia do que aconteceu aqui", disse o estudante polonês Artur Klimek.

Judeus de toda a Europa morreram nas câmaras de gás de Auschwitz, campo construído pelos nazistas depois que a Alemanha invadiu a Polônia em 1939. Muitos outros morreram de fome, de trabalho forçado, doenças e em experimentos médicos.

Centenas de milhares de pessoas visitam o museu todos os anos, passando pelo portão de ferro que traz a famosa frase "Arbeit macht Frei" (o trabalho liberta).

Fonte: Reuters/Brasil Online/O Globo
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/10/16/auschwitz-entra-no-facebook-para-combater-indiferenca-768084535.asp
Ler mais: Auschwitz launches Facebook site
http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/8307162.stm

Pra quem for cadastrado no Facebook e quiser conferir ou seguir a página no Facebook, o link da página do Museu de Auschwitz é esse:
http://www.facebook.com/auschwitzmemorial

Pros que não conhecem o site, o Facebook já se encontra traduzido pro português.

Museu memorial do campo de Auschwitz lança perfil no Facebook

No recém-lançado perfil serão publicados comunicados sobre programas e eventos educacionais realizados pelo museu, assim como entrevistas com ex-prisioneiros sobreviventes do campo de extermínio nazista.

Os fãs – na linguagem do site, embora o museu prefira chamá-los de apoiadores – registrados no perfil do museu memorial do ex-campo de extermínio de Auschwitz na comunidade virtual Facebook estão publicando mensagens em inúmeros idiomas, através das quais expressam sua solidariedade em memória aos judeus assassinados durante o Holocausto.

"Usar o Facebook é uma ideia brilhante, o mundo nunca deveria se esquecer do que aconteceu em Auschwitz ou em qualquer um dos outros campos naquela época", consta de uma das mensagens deixadas no perfil. "Considero proveitoso que o Memorial de Auschwitz tenha uma página no Facebook para educar as pessoas sobre o que lá ocorreu. Vocês têm minha solidariedade", diz outra.

Mensagem universal

Pavel Sawicki, porta-voz do Museu Memorial de Auschwitz-Birkenau, disse à Deutsche Welle que o principal objetivo do perfil é prevenir contra a passividade que impregnava muitas partes da Europa no começo da Segunda Guerra Mundial – passividade que permitiu que o regime nazista cometesse as atrocidades do Holocausto.

"Acreditamos que através do Facebook é possível dar uma lição universal sobre responsabilidade em vários níveis. Do nível meramente individual, quando simplesmente precisamos ajudar os necessitados à nossa volta, a uma espécie de responsabilidade geral sobre o mundo", disse Sawicki.

"É também uma questão de educar os mais jovens, mostrar que suas opiniões e seus atos podem fazer diferença. Que, se estiverem sentados em frente à TV ou ao computador e verem que há algo acontecendo em algum lugar do mundo, não podem simplesmente dizer 'foi num lugar distante, não nos interessa'. O mundo é nossa responsabilidade comum e esta é uma mensagem universal que pode ser transmitida através deste site", concluiu.

No perfil, serão publicados comunicados sobre programas e eventos educacionais realizados pelo museu, assim como entrevistas com ex-prisioneiros sobreviventes do campo de extermínio, onde o regime nazista alemão assassinou, entre 1940 e 1945, cerca de 1,1 milhão de pessoas, a maioria delas judias.

Para gerações futuras

Também serão mediadas discussões sobre o Holocausto. A primeira delas, entretanto, debateu se o museu estava ou não certo em criar um perfil no Facebook.

Efraim Zuroff, diretor da unidade israelense da organização internacional de direitos humanos Centro Simon Wiesenthal, disse à Deutsche Welle que redes sociais virtuais como o Facebook são "o jeito do futuro" para se refletir sobre o Holocausto.

"Esta é uma das muitas maneiras de se tratar do Holocausto. Francamente, o Facebook é um serviço utilizado por milhões de jovens e é provavelmente um modo muito mais eficaz de alcançá-los do que muitos dos métodos convencionais que vínhamos usando até então", argumenta.

Segundo o porta-voz Sawicki, mais de um milhão de pessoas visitam anualmente o antigo campo, dos quais "cerca de 70% são jovens". Em dois dias, o perfil registrou 1.400 inscrições. No início do ano, o museu de Auschwitz lançou também uma crônica mensal em vídeo no portal YouTube, além de contar com endereço próprio na internet (http://www.auschwitz.org.pl/).

Autor: Darren Mara (rr)
Revisão: Alexandre Schossler

Fonte: Deustsche Welle (Alemanha, 17.10.2009)
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4801576,00.html

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

R$ 61,00 (sessenta e um reais)

Comprei pelo valor do título deste post os 2 livros do negador do Holocausto Norberto Toedter:
...e a guerra continua (que deveria se chamar, "...e o nazismo continua")
e
O que é verdade? (que deveria se chamar, "O que o Sr. Toedter gostaria que fosse verdade")
R$61,00 (Sessenta e um reais) que a bem da verdade poderiam ter sido gastos com outros livros, e não com panfletagem nazista...vivendo e aprendendo...acho que não valeu nem pela citação ao meu nome no "panfleto"...rsrsrsrs
Depois volto com alguns posts, ainda estou acertando alguns pontos de minha vida pessoal e profissional.
Abraços a todos os leitores...a todos mesmo hein? rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Único filme em que Anne Frank aparece é divulgado

As cenas são de 1941 e mostram a menina na janela da casa onde vivia antes da ocupação nazista

AMSTERDÃ - O canal oficial de Anne Frank no YouTube, lançado recentemente, divulgou a única filmagem em que a garota aparece. O filme em preto e branco é de julho de 1941 e mostra Anne na janela da casa em que vivia em Amsterdã. Nas imagens, a menina observa um casal de vizinhos, que estava prestes a casar. O diário que a garota judia escreveu durante a Segunda Guerra foi incluído na lista de "Memórias do Mundo" da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que inclui arquivos e documentos de valor excepcional, conforme o órgão anunciou recentemente. O livro se tornou um dos livros mais lidos do mundo e narra a vida cotidiana na Holanda durante a Segunda Guerra Mundial, mostrando a repercussão da ocupação nazista.



Antes de serem disponibilizadas na internet, as cenas só podiam ser assistidas pelos visitantes da Casa Anne Frank, na capital holandesa. O museu fica no edifício onde a família de Anne e outras quatro pessoas judias permaneceram escondidas nos anos da ocupação nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.

Anne Frank tornou-se famosa postumamente pelos diários que deixou enquanto se escondia dos nazistas com sua família judia em Amsterdã durante a 2ª Guerra Mundial. Eles acabaram presos em 1944. Ela morreu aos 15 anos em um campo de concentração. Das oito pessoas que viviam no esconderijo, apenas o pai de Anne, Otto H. Frank, sobreviveu ao holocausto.

Anne e sua família foram forçados a trabalhar em um campo de concentração holandês, Westerbork, desmantelando pilhas num abrigo para reciclagem.

O diário de Anne Frank, que primeiro foi publicado em 1947 e agora traduzido em mais de 70 línguas, continua como um dos livros mais vendidos do mundo.

Fonte: Estadão
http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,unico-filme-em-que-anne-frank-aparece-e-divulgado,446284,0.htm

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sumário Holocausto-doc: principais textos postados

Este post constará como link fixo no canto esquerdo do blog, e será posteriormente atualizado com todos os respectivos anos, para quem não quiser vasculhar item a item do que já foi postado, constando neste post um apanhado dos principais textos publicados no blog sobre o Holocausto.

Obs: A listagem dos posts será organizada com o tempo, item a item do que já foi postado.

2007

Os eufemismos nazistas (07.07.2007)
Holocausto na Romênia (12.07.2007)
Judenzählung, 1916 (17.07.2007)

Como ser um "estudioso" "revisionista" (14.08.2007)
Depoimento de Paul Blobel em Nuremberg - Einsatzgruppen (21.08.2007)
Leuchter, Rudolf e os "Azuis de Ferro" (21.08.2007)
As Testemunhas de Jeová e o Holocausto (23.08.2007)
Relatório de Cornides, Oficial da Wehrmacht, sobre Belzec (30.08.2007)
Aktion 1005 (31.08.2007)

Poloneses: Vítimas da Era Nazista (03.09.2007)
As Crônicas de um Pe. francês sobre o Holocausto na Ucrânia (08.09.2007)
Os Ciganos e o Holocausto: Sinti e Roma (11.09.2007)
Auschwitz, nosso lar (26.09.2007)
Cerimônia em Westerbork atrai milhares de visitantes (28.09.2007)
A Negação do Holocausto não é piada (29.09.2007)

O interrogatório de Friedrich Jecklen (10.10.2007)
As contradições do regime iraniano (19.10.2007)
Einsatzgruppen: Testemunho do Schutzpolizist Togel (25.10.2007)

A ficha corrida do "revisionista" francês (14.11.2007)
Nazistas usam internet para recontar história (17.11.2007)
Shoá e Direitos Humanos (23.11.2007)
Cuidemos das palavras (24.11.2007)
Recordações de infância de uma exilada em Xangai (27.11.2007)
Histórico da Negação do Holocausto na Alemanha (30.11.2007)

Nazi-"revisionista" preso na Áustria (28.12.2007)
Quando Hitler decidiu-se pela Solução Final? (25.12.2007)
Chiune Sugihara (1900-1986) (18.12.2007)
Saul Friedländer recebe a premiação (17.12.2007)
Testemunho de um brasileiro que sobreviveu ao Holocausto (15.12.2007)
Holocausto no olhar do filho de um nazista (15.12.2007)
Acerca da captura de Adolf Eichmann (12.12.2007)
Ela concedeu vistos brasileiros aos judeus (11.12.2007)
A mentira da secretária de Hitler (10.12.2007)

2008

Relatório do Dr.Richard Green em refutação ao Rudolf Report - A credibilidade de Rudolf (17.01.2008)
Adolf Hitler fala sobre suas intenções em exterminar judeus (22.01.2008)

Estatística/Estimativas - Números do Holocausto
Números do Holocausto por Raul Hilberg (18.10.2007)
Auschwitz e os números de mortos (por Robert Jan Van Pelt) (26.02.2008)
5 milhões de vítimas não judias? (1ª Parte) (3.11.2008)
5 milhões de vítimas não judias? (2ª Parte) (10.11.2008)
Números do Holocausto - Estimativa de vítimas judaicas (10.06.2009)
Números do Holocausto - Ciganos (Estimativa do número de mortos) (23.10.2010)

Holocausto Cigano

Sinti e Roma: Vítimas da Era Nazi, 1933-1945 (ciganos, Holocausto) (07.01.2012)
Gilad Margalit - A Alemanha e seus ciganos (Uma experiência traumática pós-Auschwitz) (Livro) (23.10.2010)
Números do Holocausto - Ciganos (Estimativa do número de mortos) (23.10.2010)
Holocausto cigano: ontem e hoje (27.10.2010)
1942: Genocídio dos judeus poloneses (16.10.2010)
Paris entra no clube dos “ultras” (22.08.2010)
Ciganos têm história marcada pelo preconceito (19.08.2010)
Perseguição nazi e assassínio em massa de judeus e não-judeus (03.04.2010)
Um campo de concentração francês (02.11.2009)
No Parlamento alemão, cigano lembra o "Holocausto esquecido" (27.01.2011)
Iniciada construção de monumento por ciganos mortos pelo nazismo (30.12.2008)

Séries:

Nizkor responde as 66 Perguntas e Respostas do IHR
66 Perguntas e Respostas

Porque é negação e não revisionismo
Porque é negação e não revisionismo. Parte I: negadores e o Sonderkommando 1005
Porque é negação e não revisionismo. Parte II: negadores e as valas de Marijampole
Porque é negação e não revisionismo. Parte III: negadores e o massacre de Babiy Yar (1)
Porque é negação e não revisionismo. Parte IV: negadores e o massacre de Babiy Yar (2)
Porque é negação e não revisionismo. Parte V: negadores e o massacre de Babiy Yar (3)
Porque é negação e não revisionismo. Parte VI: negadores e o massacre de Babiy Yar (4)
Porque é negação e não revisionismo. Parte VII: outras patéticas objeções aos relatórios dos Einsatzgruppen
Porque é negação e não revisionismo. Parte VIII: Os Massacres de Simferopol
Porque é negação e não revisionismo. Parte IX(1): "Os relatórios dos Einsatzgruppen ...

Salvadores Alemães
Salvadores Alemães 1 - Franziska Bereit (14.09.2007)
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Mais deturpações de Jurgen Graf: Lituânia (16.08.2007)
Como os negadores [do Holocausto] distorcem citações (15.02.2008)