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A História do "revisionismo" do Holocausto - parte 2
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A História do "revisionismo" do Holocausto - parte 3
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terça-feira, 1 de abril de 2008
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Sumário Holocausto-doc: principais textos postados
Este post constará como link fixo no canto esquerdo do blog, e será posteriormente atualizado com todos os respectivos anos, para quem não quiser vasculhar item a item do que já foi postado, constando neste post um apanhado dos principais textos publicados no blog sobre o Holocausto.
Obs: A listagem dos posts será organizada com o tempo, item a item do que já foi postado.
2007
Os eufemismos nazistas (07.07.2007)
Holocausto na Romênia (12.07.2007)
Judenzählung, 1916 (17.07.2007)
Como ser um "estudioso" "revisionista" (14.08.2007)
Depoimento de Paul Blobel em Nuremberg - Einsatzgruppen (21.08.2007)
Leuchter, Rudolf e os "Azuis de Ferro" (21.08.2007)
As Testemunhas de Jeová e o Holocausto (23.08.2007)
Relatório de Cornides, Oficial da Wehrmacht, sobre Belzec (30.08.2007)
Aktion 1005 (31.08.2007)
Poloneses: Vítimas da Era Nazista (03.09.2007)
As Crônicas de um Pe. francês sobre o Holocausto na Ucrânia (08.09.2007)
Os Ciganos e o Holocausto: Sinti e Roma (11.09.2007)
Auschwitz, nosso lar (26.09.2007)
Cerimônia em Westerbork atrai milhares de visitantes (28.09.2007)
A Negação do Holocausto não é piada (29.09.2007)
O interrogatório de Friedrich Jecklen (10.10.2007)
As contradições do regime iraniano (19.10.2007)
Einsatzgruppen: Testemunho do Schutzpolizist Togel (25.10.2007)
A ficha corrida do "revisionista" francês (14.11.2007)
Nazistas usam internet para recontar história (17.11.2007)
Shoá e Direitos Humanos (23.11.2007)
Cuidemos das palavras (24.11.2007)
Recordações de infância de uma exilada em Xangai (27.11.2007)
Histórico da Negação do Holocausto na Alemanha (30.11.2007)
Nazi-"revisionista" preso na Áustria (28.12.2007)
Quando Hitler decidiu-se pela Solução Final? (25.12.2007)
Chiune Sugihara (1900-1986) (18.12.2007)
Saul Friedländer recebe a premiação (17.12.2007)
Testemunho de um brasileiro que sobreviveu ao Holocausto (15.12.2007)
Holocausto no olhar do filho de um nazista (15.12.2007)
Acerca da captura de Adolf Eichmann (12.12.2007)
Ela concedeu vistos brasileiros aos judeus (11.12.2007)
A mentira da secretária de Hitler (10.12.2007)
2008
Relatório do Dr.Richard Green em refutação ao Rudolf Report - A credibilidade de Rudolf (17.01.2008)
Adolf Hitler fala sobre suas intenções em exterminar judeus (22.01.2008)
Estatística/Estimativas - Números do Holocausto
Números do Holocausto por Raul Hilberg (18.10.2007)
Auschwitz e os números de mortos (por Robert Jan Van Pelt) (26.02.2008)
5 milhões de vítimas não judias? (1ª Parte) (3.11.2008)
5 milhões de vítimas não judias? (2ª Parte) (10.11.2008)
Números do Holocausto - Estimativa de vítimas judaicas (10.06.2009)
Números do Holocausto - Ciganos (Estimativa do número de mortos) (23.10.2010)
Holocausto Cigano
Sinti e Roma: Vítimas da Era Nazi, 1933-1945 (ciganos, Holocausto) (07.01.2012)
Números do Holocausto - Ciganos (Estimativa do número de mortos) (23.10.2010)
Holocausto cigano: ontem e hoje (27.10.2010)
1942: Genocídio dos judeus poloneses (16.10.2010)
Paris entra no clube dos “ultras” (22.08.2010)
Ciganos têm história marcada pelo preconceito (19.08.2010)
Perseguição nazi e assassínio em massa de judeus e não-judeus (03.04.2010)
Um campo de concentração francês (02.11.2009)
No Parlamento alemão, cigano lembra o "Holocausto esquecido" (27.01.2011)
Iniciada construção de monumento por ciganos mortos pelo nazismo (30.12.2008)
Séries:
Nizkor responde as 66 Perguntas e Respostas do IHR
66 Perguntas e Respostas
Porque é negação e não revisionismo
Porque é negação e não revisionismo. Parte I: negadores e o Sonderkommando 1005
Porque é negação e não revisionismo. Parte II: negadores e as valas de Marijampole
Porque é negação e não revisionismo. Parte III: negadores e o massacre de Babiy Yar (1)
Porque é negação e não revisionismo. Parte IV: negadores e o massacre de Babiy Yar (2)
Porque é negação e não revisionismo. Parte V: negadores e o massacre de Babiy Yar (3)
Porque é negação e não revisionismo. Parte VI: negadores e o massacre de Babiy Yar (4)
Porque é negação e não revisionismo. Parte VII: outras patéticas objeções aos relatórios dos Einsatzgruppen
Porque é negação e não revisionismo. Parte VIII: Os Massacres de Simferopol
Porque é negação e não revisionismo. Parte IX(1): "Os relatórios dos Einsatzgruppen ...
Salvadores Alemães
Salvadores Alemães 1 - Franziska Bereit (14.09.2007)
Salvadores Alemães 2 - Else e Elisabeth (16.09.2007)
Salvadores Alemães 3 - Os Daene e os Heller (19.09.2007)
Salvadores Alemães 4 - Eva, Klara e Irene (20.09.2007)
Salvadores Alemães 5 - Sigurd, Gertrud e os Marcuse (21.09.2007)
Salvadores Alemães 6 - Harald e Frieda (24.09.2007)
Salvadores Alemães 7 - Karl e Paul (03.10.2007)
Salvadores Alemães 8 - Otto Weidt (04.10.2007)
Salvadores Alemães 9 - Susanne e Herta (05.10.2007)
Salvadores Alemães 10 - Martin Niemöller - Herói da Resistência alemã (09.10.2007)
Vídeos:
Documento Especial - A Cultura do Ódio(neonazismo no Brasil), parte 1 (22.10.2007)
Documento Especial - A Cultura do Ódio(neonazismo no Brasil), parte 2 (22.10.2007)
Documento Especial - A Cultura do Ódio(neonazismo no Brasil), parte 3 (22.10.2007)
Vídeo - Fascínio latino pelo nazismo - Roberto Lopes (27.11.2008)
Vídeos do Holocausto e de depoimentos de nazistas (07.06.2009)
Fotos
Museu dos EUA recebe fotos inéditas do holocausto (21.09.2007)
Evidência fotográfica de assassinatos em massa: 4. Ivangorod (19.11.2008)
Fotos da Life sobre o Holocausto no Google Images (05.01.2009)
Documentação fotográfica de crimes nazis (1ª parte) (17.03.2009)
Documentação fotográfica de crimes nazis (2ª Parte) (20.03.2009)
Traduções do Holocausto Controversies
Mais deturpações de Jurgen Graf: Lituânia (16.08.2007)
Como os negadores [do Holocausto] distorcem citações (15.02.2008)
Obs: A listagem dos posts será organizada com o tempo, item a item do que já foi postado.
2007
Os eufemismos nazistas (07.07.2007)
Holocausto na Romênia (12.07.2007)
Judenzählung, 1916 (17.07.2007)
Como ser um "estudioso" "revisionista" (14.08.2007)
Depoimento de Paul Blobel em Nuremberg - Einsatzgruppen (21.08.2007)
Leuchter, Rudolf e os "Azuis de Ferro" (21.08.2007)
As Testemunhas de Jeová e o Holocausto (23.08.2007)
Relatório de Cornides, Oficial da Wehrmacht, sobre Belzec (30.08.2007)
Aktion 1005 (31.08.2007)
Poloneses: Vítimas da Era Nazista (03.09.2007)
As Crônicas de um Pe. francês sobre o Holocausto na Ucrânia (08.09.2007)
Os Ciganos e o Holocausto: Sinti e Roma (11.09.2007)
Auschwitz, nosso lar (26.09.2007)
Cerimônia em Westerbork atrai milhares de visitantes (28.09.2007)
A Negação do Holocausto não é piada (29.09.2007)
O interrogatório de Friedrich Jecklen (10.10.2007)
As contradições do regime iraniano (19.10.2007)
Einsatzgruppen: Testemunho do Schutzpolizist Togel (25.10.2007)
A ficha corrida do "revisionista" francês (14.11.2007)
Nazistas usam internet para recontar história (17.11.2007)
Shoá e Direitos Humanos (23.11.2007)
Cuidemos das palavras (24.11.2007)
Recordações de infância de uma exilada em Xangai (27.11.2007)
Histórico da Negação do Holocausto na Alemanha (30.11.2007)
Nazi-"revisionista" preso na Áustria (28.12.2007)
Quando Hitler decidiu-se pela Solução Final? (25.12.2007)
Chiune Sugihara (1900-1986) (18.12.2007)
Saul Friedländer recebe a premiação (17.12.2007)
Testemunho de um brasileiro que sobreviveu ao Holocausto (15.12.2007)
Holocausto no olhar do filho de um nazista (15.12.2007)
Acerca da captura de Adolf Eichmann (12.12.2007)
Ela concedeu vistos brasileiros aos judeus (11.12.2007)
A mentira da secretária de Hitler (10.12.2007)
2008
Relatório do Dr.Richard Green em refutação ao Rudolf Report - A credibilidade de Rudolf (17.01.2008)
Adolf Hitler fala sobre suas intenções em exterminar judeus (22.01.2008)
Estatística/Estimativas - Números do Holocausto
Números do Holocausto por Raul Hilberg (18.10.2007)
Auschwitz e os números de mortos (por Robert Jan Van Pelt) (26.02.2008)
5 milhões de vítimas não judias? (1ª Parte) (3.11.2008)
5 milhões de vítimas não judias? (2ª Parte) (10.11.2008)
Números do Holocausto - Estimativa de vítimas judaicas (10.06.2009)
Números do Holocausto - Ciganos (Estimativa do número de mortos) (23.10.2010)
Holocausto Cigano
Sinti e Roma: Vítimas da Era Nazi, 1933-1945 (ciganos, Holocausto) (07.01.2012)
- Complemento: Quem eram os "ciganos"? (09.01.2012)
- Complemento: Dr. Robert Ritter: ciência racial e "ciganos" (09.01.2012)
Números do Holocausto - Ciganos (Estimativa do número de mortos) (23.10.2010)
Holocausto cigano: ontem e hoje (27.10.2010)
1942: Genocídio dos judeus poloneses (16.10.2010)
Paris entra no clube dos “ultras” (22.08.2010)
Ciganos têm história marcada pelo preconceito (19.08.2010)
Perseguição nazi e assassínio em massa de judeus e não-judeus (03.04.2010)
Um campo de concentração francês (02.11.2009)
No Parlamento alemão, cigano lembra o "Holocausto esquecido" (27.01.2011)
Iniciada construção de monumento por ciganos mortos pelo nazismo (30.12.2008)
Séries:
Nizkor responde as 66 Perguntas e Respostas do IHR
66 Perguntas e Respostas
Porque é negação e não revisionismo
Porque é negação e não revisionismo. Parte I: negadores e o Sonderkommando 1005
Porque é negação e não revisionismo. Parte II: negadores e as valas de Marijampole
Porque é negação e não revisionismo. Parte III: negadores e o massacre de Babiy Yar (1)
Porque é negação e não revisionismo. Parte IV: negadores e o massacre de Babiy Yar (2)
Porque é negação e não revisionismo. Parte V: negadores e o massacre de Babiy Yar (3)
Porque é negação e não revisionismo. Parte VI: negadores e o massacre de Babiy Yar (4)
Porque é negação e não revisionismo. Parte VII: outras patéticas objeções aos relatórios dos Einsatzgruppen
Porque é negação e não revisionismo. Parte VIII: Os Massacres de Simferopol
Porque é negação e não revisionismo. Parte IX(1): "Os relatórios dos Einsatzgruppen ...
Salvadores Alemães
Salvadores Alemães 1 - Franziska Bereit (14.09.2007)
Salvadores Alemães 2 - Else e Elisabeth (16.09.2007)
Salvadores Alemães 3 - Os Daene e os Heller (19.09.2007)
Salvadores Alemães 4 - Eva, Klara e Irene (20.09.2007)
Salvadores Alemães 5 - Sigurd, Gertrud e os Marcuse (21.09.2007)
Salvadores Alemães 6 - Harald e Frieda (24.09.2007)
Salvadores Alemães 7 - Karl e Paul (03.10.2007)
Salvadores Alemães 8 - Otto Weidt (04.10.2007)
Salvadores Alemães 9 - Susanne e Herta (05.10.2007)
Salvadores Alemães 10 - Martin Niemöller - Herói da Resistência alemã (09.10.2007)
Vídeos:
Documento Especial - A Cultura do Ódio(neonazismo no Brasil), parte 1 (22.10.2007)
Documento Especial - A Cultura do Ódio(neonazismo no Brasil), parte 2 (22.10.2007)
Documento Especial - A Cultura do Ódio(neonazismo no Brasil), parte 3 (22.10.2007)
Vídeo - Fascínio latino pelo nazismo - Roberto Lopes (27.11.2008)
Vídeos do Holocausto e de depoimentos de nazistas (07.06.2009)
Fotos
Museu dos EUA recebe fotos inéditas do holocausto (21.09.2007)
Evidência fotográfica de assassinatos em massa: 4. Ivangorod (19.11.2008)
Fotos da Life sobre o Holocausto no Google Images (05.01.2009)
Documentação fotográfica de crimes nazis (1ª parte) (17.03.2009)
Documentação fotográfica de crimes nazis (2ª Parte) (20.03.2009)
Traduções do Holocausto Controversies
Mais deturpações de Jurgen Graf: Lituânia (16.08.2007)
Como os negadores [do Holocausto] distorcem citações (15.02.2008)
domingo, 10 de maio de 2015
O revisionismo neofranquista (2): como funciona
Ao fundo do debate sobre o revisionismo neofranquista é preciso distinguir previamente ao quê estamos nos referindo:
A princípio, o revisionismo histórico é uma técnica acadêmica legítima que reinterpreta uma teoria historiográfica estabelecida já que apareceram novas fontes documentais que permitem uma melhor análise. A História é uma ciência social que constrói suas teorias de forma acumulativa (segundo a quantidade de dados) mas também qualitativa (objetividade de suas teorias). Ou seja, não já nada ruim (de fato é um exercício muito são) em renovar nossa visão dos fatos passados (que mudam segundo nossa civilização) sempre, claro está que o façamos de acordo com o método científico.
Existe, por outro lado, um outro tipo de revisionismo propagandístico e pseudo-histórico que refugia o uso científico da História com um claro interesse político: dar uma interpretação do presente com base no passado. Assim, por exemplo, a esquerda política na Espanha atual é antissistema, anti-Estado, antidemocrática, anti-etc. como já se havia demonstrado, segundo os revisionistas, durante os anos da Segunda República. Trata-se de uma forma de propaganda que trata de justificar suas afirmações entroncando-as num passado manipulado. É uma forma de busca de "respeitabilidade". O exemplo extremo do revisionismo é o negacionismo neonazi.
Em outro post, já se deu alguns quantos dados sobre a figura do principal valedor (ao menos o mais midiático) do revisionismo neofranquista, Pío Moa, e sobre a origem dessa corrente pseudo-histórica.
Melhor que vejamos o anterior como um exemplo: numa discussão que mantiveram na internet, de um lado Enrique Moradiellos e do outro, o próprio Pío Moa apoiado por Antonio Sánchez Martínez, José Manuel Rodríguez Pardo e Íñigo Ongay de Felipe, todos colaboradores assíduos de El Catoblepas, a revista eletrônica da associação Nódulo Materialista a qual está ligada o filósofo Gustavo Bueno e vários outros professores da Universidade de Oviedo. Gustavo Bueno é uma figura muito controvertida por suas recentes obras, "España no es un mito" ("Espanha não é um mito") e "Zapatero y el pensamiento Alicia" ("Zapatero e o pensamento de Alice") (de novo, passado e presente) e suas declarações radicais sobre o atual governo socialista ou o nacionalismo na Espanha, reproduzidas e apoiadas inclusive pela extrema-direita.
Sobre a adscrição política da revista "El Catoblepas", a verdade é que é um tema controvertido porque seus editores se definem como "materialistas", ainda que como sempre, diz-me com quem andas...
Moa declarou repetidamente que o mundo universitário o exclui de seus debates por contradizer a corrente historiográfica predominante controlada por professores ideologizados de esquerda, e portanto, subjetivos.
Enrique Moradiellos, catedrático de História Contemporânea da Universidade de Extremadura lhe responde caindo na provocação. Entre maio de 2003 e fevereiro de 2004 cruza uma série de artigos acerca de uma questão historiográfica particular: a intervenção de potências estrangeiras em apoio de um e de outro bando contendores na GCE (Guerra Civil Espanhola) e seu efeito sobre o curso e desenlace final.
Moa havia enfocado este tema em seu livro "Los mitos de la Guerra Civil" ("Os mitos da Guerra Civil") nos seguintes termos: 1) que a ajuda foi de quantidade e qualidade similar para ambos os bandos; 2) que foi a URSS quem rompeu a política de não-intervencionismo das potências europeias; 3) que o objetivo final da ajuda stalinista era a instauração de um satélite na Espanha que acelerasse a queda dos regimes democráticos da Europa Ocidental e 4) que a dita intervenção não afetou de maneira substancial o resultado final da guerra.
Moradiellos rebate num primeiro artigo todas essas teorias com base na documentação já estudada (citando suas obras) por Jackson, Coverdale, Proctor, Avilés, Pike, Viñas, Saz, Howson, Preston, Abendroth, Graham, Radosh, Whealey, Haslam, Oliveira, Stone, Madariaga, García Cruz, Fusi, Bizcarrondo, Elorza etc. Esta documentação está disponível para a consulta nos arquivos do Foreign Office britânico, do Departamento de Estado estadunidense, do Arquivo Político do Ministério de Relações Externas (Berlim), dos Arquivos Militares de Friburgo, do Arquivo Secreto do Estado (Berlim); do Archivio Centrale dello Stato (inclui a Segretaria Particolare del Duce) e do Archivio Storico del Ministero degli Affari Esteri (inclusive o «Ufficio Spagna» que dirigia a intervenção italiana na Espanha) ambos em Roma; do Arquivo do Ministério de Assuntos Exteriores da França (Paris), dos arquivos militares franceses (Toulouse e Paris), dos arquivos de departamentos fronteiriços com a Espanha e dos arquivos de companhias aeronáuticas franceses.
Toda esta documentação estudada e já publicada, vem a demonstrar justo o contrário do afirmado por Moa: que o Eixo levou a iniciativa na intervenção, que os objetivos da intervenção soviética eram contemporizadores (deter o avanço do fascismo) e que a maior ajuda militar alemã e italiana conferiu uma esmagadora superioridade aérea ao grupo franquista, o que determinaria finalmente o curso das operações militares.
Chegando a este ponto, podemos pensar que íamos ter um debate a altura, com Moa replicando com novos dados e cifras provenientes de documentos inéditos. Pois não foi o que aconteceu.
Mas sua resposta e outras coisas mais já a veremos no post seguinte.
Fonte: blog Fuentes para la Historia de la 2ª República, la Guerra Civil y el Franquismo (Espanha)
Título original: El revisionismo neofranquista (2): cómo funciona
http://fuentesguerracivil.blogspot.com.br/2008/03/el-revisionismo-neofranquista-como.html
Tradução: Roberto Lucena
Parte 1: O revisionismo neofranquista (1): guia de uso - Pío Moa
Parte 3: O revisionismo neofranquista (3): Moa exposto
A princípio, o revisionismo histórico é uma técnica acadêmica legítima que reinterpreta uma teoria historiográfica estabelecida já que apareceram novas fontes documentais que permitem uma melhor análise. A História é uma ciência social que constrói suas teorias de forma acumulativa (segundo a quantidade de dados) mas também qualitativa (objetividade de suas teorias). Ou seja, não já nada ruim (de fato é um exercício muito são) em renovar nossa visão dos fatos passados (que mudam segundo nossa civilização) sempre, claro está que o façamos de acordo com o método científico.
Existe, por outro lado, um outro tipo de revisionismo propagandístico e pseudo-histórico que refugia o uso científico da História com um claro interesse político: dar uma interpretação do presente com base no passado. Assim, por exemplo, a esquerda política na Espanha atual é antissistema, anti-Estado, antidemocrática, anti-etc. como já se havia demonstrado, segundo os revisionistas, durante os anos da Segunda República. Trata-se de uma forma de propaganda que trata de justificar suas afirmações entroncando-as num passado manipulado. É uma forma de busca de "respeitabilidade". O exemplo extremo do revisionismo é o negacionismo neonazi.
Em outro post, já se deu alguns quantos dados sobre a figura do principal valedor (ao menos o mais midiático) do revisionismo neofranquista, Pío Moa, e sobre a origem dessa corrente pseudo-histórica.
Melhor que vejamos o anterior como um exemplo: numa discussão que mantiveram na internet, de um lado Enrique Moradiellos e do outro, o próprio Pío Moa apoiado por Antonio Sánchez Martínez, José Manuel Rodríguez Pardo e Íñigo Ongay de Felipe, todos colaboradores assíduos de El Catoblepas, a revista eletrônica da associação Nódulo Materialista a qual está ligada o filósofo Gustavo Bueno e vários outros professores da Universidade de Oviedo. Gustavo Bueno é uma figura muito controvertida por suas recentes obras, "España no es un mito" ("Espanha não é um mito") e "Zapatero y el pensamiento Alicia" ("Zapatero e o pensamento de Alice") (de novo, passado e presente) e suas declarações radicais sobre o atual governo socialista ou o nacionalismo na Espanha, reproduzidas e apoiadas inclusive pela extrema-direita.
Sobre a adscrição política da revista "El Catoblepas", a verdade é que é um tema controvertido porque seus editores se definem como "materialistas", ainda que como sempre, diz-me com quem andas...
Moa declarou repetidamente que o mundo universitário o exclui de seus debates por contradizer a corrente historiográfica predominante controlada por professores ideologizados de esquerda, e portanto, subjetivos.
Enrique Moradiellos, catedrático de História Contemporânea da Universidade de Extremadura lhe responde caindo na provocação. Entre maio de 2003 e fevereiro de 2004 cruza uma série de artigos acerca de uma questão historiográfica particular: a intervenção de potências estrangeiras em apoio de um e de outro bando contendores na GCE (Guerra Civil Espanhola) e seu efeito sobre o curso e desenlace final.
Moa havia enfocado este tema em seu livro "Los mitos de la Guerra Civil" ("Os mitos da Guerra Civil") nos seguintes termos: 1) que a ajuda foi de quantidade e qualidade similar para ambos os bandos; 2) que foi a URSS quem rompeu a política de não-intervencionismo das potências europeias; 3) que o objetivo final da ajuda stalinista era a instauração de um satélite na Espanha que acelerasse a queda dos regimes democráticos da Europa Ocidental e 4) que a dita intervenção não afetou de maneira substancial o resultado final da guerra.
Moradiellos rebate num primeiro artigo todas essas teorias com base na documentação já estudada (citando suas obras) por Jackson, Coverdale, Proctor, Avilés, Pike, Viñas, Saz, Howson, Preston, Abendroth, Graham, Radosh, Whealey, Haslam, Oliveira, Stone, Madariaga, García Cruz, Fusi, Bizcarrondo, Elorza etc. Esta documentação está disponível para a consulta nos arquivos do Foreign Office britânico, do Departamento de Estado estadunidense, do Arquivo Político do Ministério de Relações Externas (Berlim), dos Arquivos Militares de Friburgo, do Arquivo Secreto do Estado (Berlim); do Archivio Centrale dello Stato (inclui a Segretaria Particolare del Duce) e do Archivio Storico del Ministero degli Affari Esteri (inclusive o «Ufficio Spagna» que dirigia a intervenção italiana na Espanha) ambos em Roma; do Arquivo do Ministério de Assuntos Exteriores da França (Paris), dos arquivos militares franceses (Toulouse e Paris), dos arquivos de departamentos fronteiriços com a Espanha e dos arquivos de companhias aeronáuticas franceses.
Toda esta documentação estudada e já publicada, vem a demonstrar justo o contrário do afirmado por Moa: que o Eixo levou a iniciativa na intervenção, que os objetivos da intervenção soviética eram contemporizadores (deter o avanço do fascismo) e que a maior ajuda militar alemã e italiana conferiu uma esmagadora superioridade aérea ao grupo franquista, o que determinaria finalmente o curso das operações militares.
Chegando a este ponto, podemos pensar que íamos ter um debate a altura, com Moa replicando com novos dados e cifras provenientes de documentos inéditos. Pois não foi o que aconteceu.
Mas sua resposta e outras coisas mais já a veremos no post seguinte.
Fonte: blog Fuentes para la Historia de la 2ª República, la Guerra Civil y el Franquismo (Espanha)
Título original: El revisionismo neofranquista (2): cómo funciona
http://fuentesguerracivil.blogspot.com.br/2008/03/el-revisionismo-neofranquista-como.html
Tradução: Roberto Lucena
Parte 1: O revisionismo neofranquista (1): guia de uso - Pío Moa
Parte 3: O revisionismo neofranquista (3): Moa exposto
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segunda-feira, 24 de março de 2008
A História do "revisionismo" do Holocausto - Parte 1
NEGACIONISMO E ANTI-SEMITISMO NOS TEXTOS DA REVISÃO EDITORA
Resumo: Este trabalho tem por objetivo abordar a chegada do Negacionismo (“Revisionismo” do Holocausto) no Brasil, a partir da fundação da Revisão Editora, assim como as estratégias usadas pelos autores desta editora para negar o Holocausto ocorrido durante a 2ª Guerra Mundial, utilizando alto teor anti-semita em suas argumentações.
1. Introdução
O constante desenvolvimento do campo historiográfico, aliado ao surgimento de novos métodos e teorias, além do auxílio interdisciplinar faz com que a História2 seja palco de debates internos e externos, um contínuo conflito de interpretações.
De acordo com Adam Schaff (1991, p.227), essa constante, antes de negar o terreno objetivo da história, pelo contrário, a confirma. O ato de reescrever e repensar a história é fruto deste desenvolvimento, quebra de paradigmas ou mesmo de “modas” acadêmicas.
O termo Revisionismo Histórico é presença constante dentro deste processo. Abordar um determinado objeto sob uma diferente ótica ou metodologia, normalmente acaba por gerar diferentes compreensões sobre temas e fatos. Dois pesquisadores, ao estudar um mesmo objeto, utilizando-se neste estudo de semelhante arcabouço teórico, certamente acabariam por chegar a conclusões e indagações divergentes em determinados pontos. O ato de reescrever continuamente a história está repleto de exemplos deste tipo, compreensões sobre determinadas épocas estão ligadas diretamente ao mundo atual em que vive o pesquisador, por isso que toda história acaba por se tornar uma história do tempo presente, é função do historiador (e não somente do historiador, assim como de diversas outras áreas do saber) problematizar o passado, a memória, as compreensões e os fatos sob a luz de seu tempo, para buscar soluções e/ou caminhos possíveis.
Voltando ao Revisionismo Histórico, pode-se lembrar da revisão de alguns mitos, visões e conceitos perdurados durantes anos na sociedade e na própria historiografia. Tomamos por exemplo o mito da democracia racial brasileira, segundo o qual no país inexistiriam conflitos de cunho étnico. Teoria padrão em estudos historiográficos e sociológicos durante anos, esta idéia foi objeto de uma série de debates, por pensadores como Emília Viotti da Costa, Sergio Buarque de Holanda, dentre outros.
Com a derrubada do mito da democracia racial brasileira, novas perspectivas de estudos surgiram, assim como a busca de soluções (no âmbito político, inclusive) para problemas da sociedade contemporânea. Indício disto é o caráter atual das discussões sobre implantação ou não de cotas para afro-descendentes em concursos públicos como o vestibular, ou mesmo do ensino obrigatório da história e da cultura afro-brasileira nos Ensinos Fundamental e Médio (Lei nº. 10.639 de 09 de janeiro de 2003).
O Revisionismo Histórico do mito da democracia racial nos leva a observar as mudanças que determinadas visões sobre o passado acarretam sobre o cotidiano. O Revisionismo Histórico configura-se, deste modo, como um fruto deste constante desenvolvimento historiográfico, capaz de indagar não apenas conceitos metodológicos da História e disciplinas afins, mas também de compreensões sobre os mais variados objetos e fatos.
Fonte: Revista eletrônica 'Literatura e Autoritarismo(Dominação e Exclusão Social)
Autor: Odilon Caldeira Neto
Resumo: Este trabalho tem por objetivo abordar a chegada do Negacionismo (“Revisionismo” do Holocausto) no Brasil, a partir da fundação da Revisão Editora, assim como as estratégias usadas pelos autores desta editora para negar o Holocausto ocorrido durante a 2ª Guerra Mundial, utilizando alto teor anti-semita em suas argumentações.
1. Introdução
O constante desenvolvimento do campo historiográfico, aliado ao surgimento de novos métodos e teorias, além do auxílio interdisciplinar faz com que a História2 seja palco de debates internos e externos, um contínuo conflito de interpretações.
De acordo com Adam Schaff (1991, p.227), essa constante, antes de negar o terreno objetivo da história, pelo contrário, a confirma. O ato de reescrever e repensar a história é fruto deste desenvolvimento, quebra de paradigmas ou mesmo de “modas” acadêmicas.
O termo Revisionismo Histórico é presença constante dentro deste processo. Abordar um determinado objeto sob uma diferente ótica ou metodologia, normalmente acaba por gerar diferentes compreensões sobre temas e fatos. Dois pesquisadores, ao estudar um mesmo objeto, utilizando-se neste estudo de semelhante arcabouço teórico, certamente acabariam por chegar a conclusões e indagações divergentes em determinados pontos. O ato de reescrever continuamente a história está repleto de exemplos deste tipo, compreensões sobre determinadas épocas estão ligadas diretamente ao mundo atual em que vive o pesquisador, por isso que toda história acaba por se tornar uma história do tempo presente, é função do historiador (e não somente do historiador, assim como de diversas outras áreas do saber) problematizar o passado, a memória, as compreensões e os fatos sob a luz de seu tempo, para buscar soluções e/ou caminhos possíveis.
Voltando ao Revisionismo Histórico, pode-se lembrar da revisão de alguns mitos, visões e conceitos perdurados durantes anos na sociedade e na própria historiografia. Tomamos por exemplo o mito da democracia racial brasileira, segundo o qual no país inexistiriam conflitos de cunho étnico. Teoria padrão em estudos historiográficos e sociológicos durante anos, esta idéia foi objeto de uma série de debates, por pensadores como Emília Viotti da Costa, Sergio Buarque de Holanda, dentre outros.
Com a derrubada do mito da democracia racial brasileira, novas perspectivas de estudos surgiram, assim como a busca de soluções (no âmbito político, inclusive) para problemas da sociedade contemporânea. Indício disto é o caráter atual das discussões sobre implantação ou não de cotas para afro-descendentes em concursos públicos como o vestibular, ou mesmo do ensino obrigatório da história e da cultura afro-brasileira nos Ensinos Fundamental e Médio (Lei nº. 10.639 de 09 de janeiro de 2003).
O Revisionismo Histórico do mito da democracia racial nos leva a observar as mudanças que determinadas visões sobre o passado acarretam sobre o cotidiano. O Revisionismo Histórico configura-se, deste modo, como um fruto deste constante desenvolvimento historiográfico, capaz de indagar não apenas conceitos metodológicos da História e disciplinas afins, mas também de compreensões sobre os mais variados objetos e fatos.
Fonte: Revista eletrônica 'Literatura e Autoritarismo(Dominação e Exclusão Social)
Autor: Odilon Caldeira Neto
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
"Revisionismo", Moonbats, Hoaxs e "teorias de conspiração" lunáticas. O que eles têm em comum?
Como já foi comentando em outras ocasiões, pode-se afirmar, sem dúvida alguma, que crendices(superstições)esdrúxulas, crenças em coisas "fora do normal"(sem comprovação alguma), mania de perseguição(achar que o mundo conspira contra si, o que pode apontar por vezes que possa haver algum sintoma latente de paranóia), mentiras(difusão de Hoaxs), ausência de método científico para acurar dados, informações, etc, interpretações equivocadas(ou distorcidas)entre tantos erros, são coisas em comum no dito "revisionismo" do Holocausto, ou como deveria ser corretamente chamado pelo que é de fato: negação do Holocausto(que é negação de crimes de guerra nazistas), que é o nome mais apropriado ao termo "revisionismo. Como dito de outras vezes(mas nunca é demais repetir), praticado em sua grande maioria por grupos de extrema-direita. Destas conclusões podem surgir algumas perguntas: alguém prova, pelo menos minimamente, algo a respeito disto?
Não seja por isto... esta matéria, ou melhor, este Hoax(ridículo obviamente)foi divulgado num blog "revisionista" português, o Hoax da Tsunami "israelita norte-americana", confiram o absurdo:
http://revisionismoemlinha.blogspot.com/2008/10/o-tsunami-devastador-criado-26-de.html

Não vamos frisar o caráter intencional de atribuição de coisas devastadoras a judeus(o termo israelita é intencional no texto "revi")pois isto é algo bastante óbvio para qualquer observador minimamente atento, mas frisaremos o quanto é repleto de coisas esdrúxulas e de crendices absurdas este meio "revisionista", não é a toa que consigam cultivar algum "afeto" ou idolatria a bizarrice política genocida chamada nazismo(nacional-socialismo), o regime genocida do cabo austríaco metido a general(Adolf Hitler).
Para quem quiser atestar o quão esdrúxulo é o Hoax, seguem dois links sobre a foto falsa que foi postada como sendo 'séria'(fora a atribuição discriminatória para culpabilizar 'israelitas')no blog "revisionista":
O Hoax da tsunami na Índia
http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=630
Detalhado
http://www.e-farsas.com/foto_tsunami2.htm
Se alguém quer "considerar" o tal "revisionismo" como corrente historiográfica ou algo científico, temos algo a dizer: do ponto de vista científico, o dito "revisionismo" do Holocausto(entre aspas)ou negação, é totalmente acientífico(ou não-científico). Os "revisionistas" do Holocausto estão mais para Moonbats políticos de extrema-direita.
Obviamente que pegamos um exemplo bastante esdrúxulo(não é sempre que eles resolvem expôr tão veementemente este lado bizarro crédulo deles para tentar passar uma áurea de "estudo sério" do Holocausto)postado no festival de retórica e distorções deles, pra demonstrar o caráter acientífico(não-científico)do "revisionismo", mas há outros textos deles mais elaborados(rebuscados, mas com o conteúdo igual a do Hoax da tsunami)que podem enganar alguém desavisado, a princípio.
Pseudo-ciência não é ciência, tampouco pseudo-história é História, mas há pessoas que querem portar essa bandeira que fere não só as vítimas do conflito, aos sobreviventes, etc, como também as ciências. Pode-se afirmar, sem quaisquer dúvidas, que este tipo de charlatanismo "científico" é um dos pontos mais obscuros ou negativos que se observa com freqüência na internet.
Não seja por isto... esta matéria, ou melhor, este Hoax(ridículo obviamente)foi divulgado num blog "revisionista" português, o Hoax da Tsunami "israelita norte-americana", confiram o absurdo:
http://revisionismoemlinha.blogspot.com/2008/10/o-tsunami-devastador-criado-26-de.html

Não vamos frisar o caráter intencional de atribuição de coisas devastadoras a judeus(o termo israelita é intencional no texto "revi")pois isto é algo bastante óbvio para qualquer observador minimamente atento, mas frisaremos o quanto é repleto de coisas esdrúxulas e de crendices absurdas este meio "revisionista", não é a toa que consigam cultivar algum "afeto" ou idolatria a bizarrice política genocida chamada nazismo(nacional-socialismo), o regime genocida do cabo austríaco metido a general(Adolf Hitler).
Para quem quiser atestar o quão esdrúxulo é o Hoax, seguem dois links sobre a foto falsa que foi postada como sendo 'séria'(fora a atribuição discriminatória para culpabilizar 'israelitas')no blog "revisionista":
O Hoax da tsunami na Índia
http://www.ceticismoaberto.com/news/?p=630
Detalhado
http://www.e-farsas.com/foto_tsunami2.htm
Se alguém quer "considerar" o tal "revisionismo" como corrente historiográfica ou algo científico, temos algo a dizer: do ponto de vista científico, o dito "revisionismo" do Holocausto(entre aspas)ou negação, é totalmente acientífico(ou não-científico). Os "revisionistas" do Holocausto estão mais para Moonbats políticos de extrema-direita.
Obviamente que pegamos um exemplo bastante esdrúxulo(não é sempre que eles resolvem expôr tão veementemente este lado bizarro crédulo deles para tentar passar uma áurea de "estudo sério" do Holocausto)postado no festival de retórica e distorções deles, pra demonstrar o caráter acientífico(não-científico)do "revisionismo", mas há outros textos deles mais elaborados(rebuscados, mas com o conteúdo igual a do Hoax da tsunami)que podem enganar alguém desavisado, a princípio.
Pseudo-ciência não é ciência, tampouco pseudo-história é História, mas há pessoas que querem portar essa bandeira que fere não só as vítimas do conflito, aos sobreviventes, etc, como também as ciências. Pode-se afirmar, sem quaisquer dúvidas, que este tipo de charlatanismo "científico" é um dos pontos mais obscuros ou negativos que se observa com freqüência na internet.
sábado, 30 de agosto de 2008
Porque ("revisionismo") não é Revisionismo
Um ensaio de Gordon McFee
Introdução
Este ensaio descreve, de uma perspectiva metodológica, alguns dos erros inerentes da abordagem "revisionista"(01) para a história do Holocausto. Não se tem intenção em ser uma polêmica, tampouco intenta atribuir motivos. Ao invés disto, busca explicar o erro fundamental na abordagem "revisionista", como também o porquê desta abordagem necessitar em não dar nenhuma escolha.
Conclui-se que o "revisionismo" é um termo equivocado devido aos fatos de não concordarem com a posição que apresentam e, em grande medida, sua metodologia inverte a abordagem apropriada para a investigação histórica.
O que é método histórico?
História é a narrativa registrada de eventos do passado, especialmente aqueles que acerca de um período particular, nação, indivíduo, etc. Reconta eventos com cuidadosa atenção a sua importância, suas relações em comum, suas causas e consequências, selecionando e agrupando eventos sobre o terreno de seus interesses ou importância.(2) Pode ser visualizado disto que a história reconhece a existência de eventos e fatos e busca entender como eles acontecem, no que eles resultam, como eles são interconectados e o que eles significam.
As distinções precisam ser feitas entre fatos, análise e interpretação. Fatos são comprovadamente eventos demonstrados de forma empírica cuja ocorrência pode pode ser provada usando métodos evidenciais. Análise é o método de determinar ou descrever a natureza de uma coisa por determinando-se dentro de suas partes. Interpretação é o intento de dar o significado de alguma coisa. Segue-se que aos fatos conduzem à análise que conduz à interpretação. E se segue que cada etapa no processo é mais subjetiva que a etapa anterior.
Neste contexto, a história é indutiva em sua metodologia, naquilo que acumula os fatos, tenta determinar sua natureza e suas conectividades e então intenta tecê-los dentro de um mosaico compreensível e com significado.
O que é revisionismo histórico legítimo?
Em seu nível mais básico, revisionismo não é nada mais que o apoio à revisão, o qual em si é o ato de revisar, ou modificar algo que já existe. Aplicado à história, isto significa que historiadores questionam a versão aceita das causas ou as consequências de eventos históricos. Como tal, é uma parte importante e aceita do esforço histórico que serve ao redobrado propósito da constante reexaminação do passado enquanto também aumenta nosso entendimento dele. Certamente, se alguém aceita que a história intenta nos ajudar a melhor entender o presente por uma melhor compreensão de como chegamos aqui, o revisionismo é essencial.
Três exemplos de revisionismo histórico legítimo devem bastar para ilustrar isto:
1. A.J.P. Taylor aplicou uma nova interpretação aos eventos que conduziram à segunda guerra mundial. Ele minimiza o papel de Hitler naqueles eventos - the Anschluß (Anschluss, anexação) com a Áustria, a anexação dos Sudetos, a crise de Danzig, o papel dos Aliados, o apaziguamento - comparados ao padrão de interpretação, enquanto retratou a Alemanha nazista como muito menos centralizada e monolítica que a regra. (3)
2. Daniel Jonah Goldhagen questionou virtualmente todas as interpretações habituais das razões para a cumplicidade de muitos alemães na perpetração do Holocausto, e assinalou aquele desejo próprio comum aos alemães que os envolvia devido a existência de um profundo e enraizado antissemitismo eliminacionista nos alemães daquela era. Ele minimiza, ou senão indiscutivelmente rechaça, a influência de Hitler e do Partido Nazista. (4)
3. O historiador alemão Christian Gerlach interpretou um diário de anotações de Joseph Goebbels e um recém descoberto diário de Heinrich Himmler para demonstrar que a data da decisão de Hitler para exterminar judeus foi em dezembro de 1941 ao invés do final do inverno ou início do verão como muitos até então acreditavam. (5)
O que fazem os "Revisionistas"?
"Revisionistas" partem de uma conclusão de que o Holocausto não ocorreu e trabalhar a reversão através de adaptar os fatos para que pré-ordenem a conclusão. Posto de outra forma, eles invertem a própria metodologia descrita acima, e deste modo voltando o próprio método histórico de investigação e análise nesta direção. Isto não quer dizer que historiadores nunca partam de um resultado preconcebido ou desejado; Eles frequentemente o fazem. Mas observando rigorosamente a metodologia correta, aceitam que o resultado de sua investigação pode não ser o que eles previram no início. Eles estão preparados para adaptar suas teorias àquela realidade. Certamente, eles são frequentemente requeridos a revisar suas conclusões baseadas em fatos. Para pôr isto trivialmente, "revisionistas" invertem os fatos baseados em sua conclusão.
Desde que os "revisionistas" partem da conclusão de que o Holocausto não ocorreu, i.e., eles negam sua existência e são frequentemente chamados de "negadores". Em vez de analisarem eventos históricos, fatos, suas causas e consequências e suas interações com outros eventos, eles defendem uma conclusão, independente dos fatos se sustentarem ou não.
O porquê deles fazerem isto não é objeto deste texto, mas pequenos exemplos das distorções, evasivas e negações forçam-nos a ilustrarem como intelectualmente desonesto isto é. E isto deveria ser relembrado, de que eles os forçam a isto, ao fato de que os "revisionistas" negarem uma ocorrência histórica distorcendo os fatos de acordo com aquela negação.
A Teoria de Conspiração
Desde que os fatos não estejam de acordo com a conclusão "revisionista", eles podem encontrar um ponto de vista mais abrangente ou uma forma de rechaça-los. Isto não é uma simples tarefa, desde que os fatos convirjam ao resultado de que os nazis tinham de fato um plano para exterminar o povo judeu europeu, alcançado em grande parte pela sua execução, e deixam pra trás numerosas evidências deste intento. (6)
Portanto, os "revisionistas" tem que alegar que há uma conspiração para fabricar todas aquelas evidências - uma conspiração que deu início a seu trabalho antes do final da guerra - e uma que continua até o presente. "Judiaria Organizada" ou muitas das variantes dos "Sionistas" estão na raiz desta conspiração. A teoria de conspiração manifesta os seguintes posições artificiosas:
. testemunhas sobreviventes mentiram, até onde sua evidência era corroborada por documentos ou outras fontes;
. evidência do perpetrador foi obtida através de tortura, medo por seus familiares ou falsificada de várias formas;
. documentos deixados pra trás pelos nazis foram falsificados, não querem dizer o que eles aparentam dizer, ou são forjados;
. fotografias foram falsificadas;
. filmes foram falsificados;
. palavras não querem dizer o que aparentam dizerem. Quando Himmler usou a palavra "ausrotten" (exterminar) em relação aos judeus, ele não quis dizer realmente "exterminar". Quando Hitler usou a palavra "vernichten" (aniquilar) em relação aos judeus, ele não quis realmente dizer "aniquilar". Quando os Einsatzgruppen falaram das mulheres e crianças judias assassinadas, eles realmente queriam dizer partisans, mesmo que partisans tivessem listas separadas nos muitos relatórios que eles deixaram pra trás;
. discursos gravados foram falsificados. O discurso de 1943 de Himmler em Posen, que foi gravado, não era realmente sua voz, ou partes foram adicionadas mais tarde, ou a tecnologia para gravar não existia em 1943 (ou existia), ou discordava das notas de Himmler para o discurso(ou não);
as vítimas eram responsáveis por aquilo que ocorreu a elas. As mulheres e crianças judias eram partisans ou eram culpados de cometerem crimes atrozes, ou ambos;
Judeus mereceram o tratamento duro de qualquer forma. Mesmo que o Holocausto tivesse ocorrido, e isto seria contudo justificado porque os judeus são alienígenas, raça parasita, determinados em destruir o nobre ariano, e/ou profanarem seu sangue, etc.;
. se nenhuma ordem escrita por Hitler para o Holocausto pode ser encontrada, não houve nenhuma ordem para isto;
. nenhuma câmara de gás está funcionando atualmente. portanto, nunca houve câmaras de gás. Mas mesmo que tivessem existido câmaras de gás, elas foram usadas apenas para fumigar roupas, mesmo que elas estivessem num depósito de cadáveres.
Falsus in Uno, Falsus in Omnibus(Falso em um ponto, falso em todos)
Desde que, como esta lista mostra, uma quantidade de evidências empíricas para o Holocausto são tão claras e devastadoras, os "revisionistas" tem que se lançar em outro truque para desqualificação. Isto tem sido chamado de condição "falsus in uno, falsus in omnibus" (uma prova errada equivale a todas as provas estarem erradas). Isto quer dizer, por exemplo, que se qualquer singular pedaço de evidência de sobrevivente puder ser apresentada como errada, todas as evidências dos sobreviventes estarão erradas e isto pode ser rechaçado. Se qualquer oficial nazista mentiu sobre um aspecto do Holocausto(dentro da questão ou não), todos os oficiais nazistas mentiram, e qualquer coisa que os nazistas disseram depois da guerra é rechaçado. Se qualquer nazista puder ser mostrado por ter sido torturado ou maltratado, todos eles foram e qualquer coisa que disseram é inválida.
Conclusão
O "revisionismo" é obrigado a se desviar do padrão metodologia histórico perseguido, porque busca moldar fatos para se adequar a um resultado preconcebido, nega eventos que foram objetivamente e empiricamente provados que ocorreram, e porque funciona ao reverso, da conclusão para os fatos, de modo a necessitar da distorção e manipulação daqueles fatos onde eles diferem da conclusão preordenada (algo que eles quase sempre fazem). Em poucas palavras, o "revisionismo" nega alguma coisa que de forma demonstrável aconteceu, através de desonestidade metodológica.
Sua desonestidade ética e motivação antissemita são questões que ficam para outro dia.
Notas
01. As menções sobre os "revisionistas" não são apenas citações. Elas indicam que metodologicamente os "revisionistas" não são o que eles afirmam ser. Isto é explicado em detalhe ao longo do ensaio.
02. Funk & Wagnall's Standard Dictionary of the English Language, Volume 1, New York, 1973, p. 599.
03. A.J.P. Taylor, The Origins of the Second World War, Penguin Books, Middlesex, 1964.
04. Daniel Jonah Goldhagen, Hitler's Willing Executioners: Ordinary Germans and the Holocaust(Carrascos Voluntários de Hitler), Alfred A. Knopf, New York, 1996.
05. Die Zeit, edition of January 9, 1998. Seus achados são reportados em Zeitschrift Werkstatt Geschichte, Heft 18/1997.
06. Ver a propósito "Hilberg, The Destruction of the European Jews; Gilbert, The Holocaust; Yahil, The Holocaust; Dawidowicz, The War Against the European Jews 1933-1945; Breitman, The Architect of Genocide; Less, Eichmann Interrogated; Fleming, Hitler and the Final Solution; Broszat et al., Anatomie des SS-Staates;" e muito mais.
--------------------------------
Leitura sugerida: de Pierre Vidal-Naquet, A Paper Eichmann: Anatomy of a Lie(Um artigo para Eichmann: Anatomia de uma Mentira), em particular a parte 4, On the Revisionist Method(Sobre o método "revisionista").
Gordon McFee concluiu seu mestrado em 1973, na Universidade de New Brunswick, Canadá, e na Universidade de Albert Ludwigs, Freiburg im Breisgau, Alemanha (estudos separados), em história e alemão.
Última modificação: 15 de maio de 1999
Copyright © 1998-99 Gordon McFee. Todos os direitos reservados.
Technical/administrative contact: webmaster@holocaust-history.org
Fonte: The Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/revisionism-isnt/
Tradução: Roberto Lucena
Introdução
Este ensaio descreve, de uma perspectiva metodológica, alguns dos erros inerentes da abordagem "revisionista"(01) para a história do Holocausto. Não se tem intenção em ser uma polêmica, tampouco intenta atribuir motivos. Ao invés disto, busca explicar o erro fundamental na abordagem "revisionista", como também o porquê desta abordagem necessitar em não dar nenhuma escolha.
Conclui-se que o "revisionismo" é um termo equivocado devido aos fatos de não concordarem com a posição que apresentam e, em grande medida, sua metodologia inverte a abordagem apropriada para a investigação histórica.
O que é método histórico?
História é a narrativa registrada de eventos do passado, especialmente aqueles que acerca de um período particular, nação, indivíduo, etc. Reconta eventos com cuidadosa atenção a sua importância, suas relações em comum, suas causas e consequências, selecionando e agrupando eventos sobre o terreno de seus interesses ou importância.(2) Pode ser visualizado disto que a história reconhece a existência de eventos e fatos e busca entender como eles acontecem, no que eles resultam, como eles são interconectados e o que eles significam.
As distinções precisam ser feitas entre fatos, análise e interpretação. Fatos são comprovadamente eventos demonstrados de forma empírica cuja ocorrência pode pode ser provada usando métodos evidenciais. Análise é o método de determinar ou descrever a natureza de uma coisa por determinando-se dentro de suas partes. Interpretação é o intento de dar o significado de alguma coisa. Segue-se que aos fatos conduzem à análise que conduz à interpretação. E se segue que cada etapa no processo é mais subjetiva que a etapa anterior.
Neste contexto, a história é indutiva em sua metodologia, naquilo que acumula os fatos, tenta determinar sua natureza e suas conectividades e então intenta tecê-los dentro de um mosaico compreensível e com significado.
O que é revisionismo histórico legítimo?
Em seu nível mais básico, revisionismo não é nada mais que o apoio à revisão, o qual em si é o ato de revisar, ou modificar algo que já existe. Aplicado à história, isto significa que historiadores questionam a versão aceita das causas ou as consequências de eventos históricos. Como tal, é uma parte importante e aceita do esforço histórico que serve ao redobrado propósito da constante reexaminação do passado enquanto também aumenta nosso entendimento dele. Certamente, se alguém aceita que a história intenta nos ajudar a melhor entender o presente por uma melhor compreensão de como chegamos aqui, o revisionismo é essencial.
Três exemplos de revisionismo histórico legítimo devem bastar para ilustrar isto:
1. A.J.P. Taylor aplicou uma nova interpretação aos eventos que conduziram à segunda guerra mundial. Ele minimiza o papel de Hitler naqueles eventos - the Anschluß (Anschluss, anexação) com a Áustria, a anexação dos Sudetos, a crise de Danzig, o papel dos Aliados, o apaziguamento - comparados ao padrão de interpretação, enquanto retratou a Alemanha nazista como muito menos centralizada e monolítica que a regra. (3)
2. Daniel Jonah Goldhagen questionou virtualmente todas as interpretações habituais das razões para a cumplicidade de muitos alemães na perpetração do Holocausto, e assinalou aquele desejo próprio comum aos alemães que os envolvia devido a existência de um profundo e enraizado antissemitismo eliminacionista nos alemães daquela era. Ele minimiza, ou senão indiscutivelmente rechaça, a influência de Hitler e do Partido Nazista. (4)
3. O historiador alemão Christian Gerlach interpretou um diário de anotações de Joseph Goebbels e um recém descoberto diário de Heinrich Himmler para demonstrar que a data da decisão de Hitler para exterminar judeus foi em dezembro de 1941 ao invés do final do inverno ou início do verão como muitos até então acreditavam. (5)
O que fazem os "Revisionistas"?
"Revisionistas" partem de uma conclusão de que o Holocausto não ocorreu e trabalhar a reversão através de adaptar os fatos para que pré-ordenem a conclusão. Posto de outra forma, eles invertem a própria metodologia descrita acima, e deste modo voltando o próprio método histórico de investigação e análise nesta direção. Isto não quer dizer que historiadores nunca partam de um resultado preconcebido ou desejado; Eles frequentemente o fazem. Mas observando rigorosamente a metodologia correta, aceitam que o resultado de sua investigação pode não ser o que eles previram no início. Eles estão preparados para adaptar suas teorias àquela realidade. Certamente, eles são frequentemente requeridos a revisar suas conclusões baseadas em fatos. Para pôr isto trivialmente, "revisionistas" invertem os fatos baseados em sua conclusão.
Desde que os "revisionistas" partem da conclusão de que o Holocausto não ocorreu, i.e., eles negam sua existência e são frequentemente chamados de "negadores". Em vez de analisarem eventos históricos, fatos, suas causas e consequências e suas interações com outros eventos, eles defendem uma conclusão, independente dos fatos se sustentarem ou não.
O porquê deles fazerem isto não é objeto deste texto, mas pequenos exemplos das distorções, evasivas e negações forçam-nos a ilustrarem como intelectualmente desonesto isto é. E isto deveria ser relembrado, de que eles os forçam a isto, ao fato de que os "revisionistas" negarem uma ocorrência histórica distorcendo os fatos de acordo com aquela negação.
A Teoria de Conspiração
Desde que os fatos não estejam de acordo com a conclusão "revisionista", eles podem encontrar um ponto de vista mais abrangente ou uma forma de rechaça-los. Isto não é uma simples tarefa, desde que os fatos convirjam ao resultado de que os nazis tinham de fato um plano para exterminar o povo judeu europeu, alcançado em grande parte pela sua execução, e deixam pra trás numerosas evidências deste intento. (6)
Portanto, os "revisionistas" tem que alegar que há uma conspiração para fabricar todas aquelas evidências - uma conspiração que deu início a seu trabalho antes do final da guerra - e uma que continua até o presente. "Judiaria Organizada" ou muitas das variantes dos "Sionistas" estão na raiz desta conspiração. A teoria de conspiração manifesta os seguintes posições artificiosas:
. testemunhas sobreviventes mentiram, até onde sua evidência era corroborada por documentos ou outras fontes;
. evidência do perpetrador foi obtida através de tortura, medo por seus familiares ou falsificada de várias formas;
. documentos deixados pra trás pelos nazis foram falsificados, não querem dizer o que eles aparentam dizer, ou são forjados;
. fotografias foram falsificadas;
. filmes foram falsificados;
. palavras não querem dizer o que aparentam dizerem. Quando Himmler usou a palavra "ausrotten" (exterminar) em relação aos judeus, ele não quis dizer realmente "exterminar". Quando Hitler usou a palavra "vernichten" (aniquilar) em relação aos judeus, ele não quis realmente dizer "aniquilar". Quando os Einsatzgruppen falaram das mulheres e crianças judias assassinadas, eles realmente queriam dizer partisans, mesmo que partisans tivessem listas separadas nos muitos relatórios que eles deixaram pra trás;
. discursos gravados foram falsificados. O discurso de 1943 de Himmler em Posen, que foi gravado, não era realmente sua voz, ou partes foram adicionadas mais tarde, ou a tecnologia para gravar não existia em 1943 (ou existia), ou discordava das notas de Himmler para o discurso(ou não);
as vítimas eram responsáveis por aquilo que ocorreu a elas. As mulheres e crianças judias eram partisans ou eram culpados de cometerem crimes atrozes, ou ambos;
Judeus mereceram o tratamento duro de qualquer forma. Mesmo que o Holocausto tivesse ocorrido, e isto seria contudo justificado porque os judeus são alienígenas, raça parasita, determinados em destruir o nobre ariano, e/ou profanarem seu sangue, etc.;
. se nenhuma ordem escrita por Hitler para o Holocausto pode ser encontrada, não houve nenhuma ordem para isto;
. nenhuma câmara de gás está funcionando atualmente. portanto, nunca houve câmaras de gás. Mas mesmo que tivessem existido câmaras de gás, elas foram usadas apenas para fumigar roupas, mesmo que elas estivessem num depósito de cadáveres.
Falsus in Uno, Falsus in Omnibus(Falso em um ponto, falso em todos)
Desde que, como esta lista mostra, uma quantidade de evidências empíricas para o Holocausto são tão claras e devastadoras, os "revisionistas" tem que se lançar em outro truque para desqualificação. Isto tem sido chamado de condição "falsus in uno, falsus in omnibus" (uma prova errada equivale a todas as provas estarem erradas). Isto quer dizer, por exemplo, que se qualquer singular pedaço de evidência de sobrevivente puder ser apresentada como errada, todas as evidências dos sobreviventes estarão erradas e isto pode ser rechaçado. Se qualquer oficial nazista mentiu sobre um aspecto do Holocausto(dentro da questão ou não), todos os oficiais nazistas mentiram, e qualquer coisa que os nazistas disseram depois da guerra é rechaçado. Se qualquer nazista puder ser mostrado por ter sido torturado ou maltratado, todos eles foram e qualquer coisa que disseram é inválida.
Conclusão
O "revisionismo" é obrigado a se desviar do padrão metodologia histórico perseguido, porque busca moldar fatos para se adequar a um resultado preconcebido, nega eventos que foram objetivamente e empiricamente provados que ocorreram, e porque funciona ao reverso, da conclusão para os fatos, de modo a necessitar da distorção e manipulação daqueles fatos onde eles diferem da conclusão preordenada (algo que eles quase sempre fazem). Em poucas palavras, o "revisionismo" nega alguma coisa que de forma demonstrável aconteceu, através de desonestidade metodológica.
Sua desonestidade ética e motivação antissemita são questões que ficam para outro dia.
Notas
01. As menções sobre os "revisionistas" não são apenas citações. Elas indicam que metodologicamente os "revisionistas" não são o que eles afirmam ser. Isto é explicado em detalhe ao longo do ensaio.
02. Funk & Wagnall's Standard Dictionary of the English Language, Volume 1, New York, 1973, p. 599.
03. A.J.P. Taylor, The Origins of the Second World War, Penguin Books, Middlesex, 1964.
04. Daniel Jonah Goldhagen, Hitler's Willing Executioners: Ordinary Germans and the Holocaust(Carrascos Voluntários de Hitler), Alfred A. Knopf, New York, 1996.
05. Die Zeit, edition of January 9, 1998. Seus achados são reportados em Zeitschrift Werkstatt Geschichte, Heft 18/1997.
06. Ver a propósito "Hilberg, The Destruction of the European Jews; Gilbert, The Holocaust; Yahil, The Holocaust; Dawidowicz, The War Against the European Jews 1933-1945; Breitman, The Architect of Genocide; Less, Eichmann Interrogated; Fleming, Hitler and the Final Solution; Broszat et al., Anatomie des SS-Staates;" e muito mais.
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Leitura sugerida: de Pierre Vidal-Naquet, A Paper Eichmann: Anatomy of a Lie(Um artigo para Eichmann: Anatomia de uma Mentira), em particular a parte 4, On the Revisionist Method(Sobre o método "revisionista").
Gordon McFee concluiu seu mestrado em 1973, na Universidade de New Brunswick, Canadá, e na Universidade de Albert Ludwigs, Freiburg im Breisgau, Alemanha (estudos separados), em história e alemão.
Última modificação: 15 de maio de 1999
Copyright © 1998-99 Gordon McFee. Todos os direitos reservados.
Technical/administrative contact: webmaster@holocaust-history.org
Fonte: The Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/revisionism-isnt/
Tradução: Roberto Lucena
sexta-feira, 19 de abril de 2013
O que é "revisionismo" do Holocausto
Por Roger, um contribuidor do THHP* (The Holocaust History Project)
Este ensaio é um complemento para um artigo anterior, Porque("Revisionismo") não é Revisionismo. Perguntaram-me recentemente porque o THHP tão veementemente se opõe ao negacionismo, e a resposta para mim é algo bem óbvio, vamos olhar bem atentamente para as recentes declarações de negadores. Meus agradecimentos a David Irving, Germar Rudolf e Mark Weber por tornar a questão tão simples.
"Outro dia" foi mencionado no texto Porque("Revisionismo") não é Revisionismo. A negação do Holocausto é, sempre foi e sempre será uma saída para o ódio irracional, usando uma base desonesta em cada ocasião para alimentar egos inflados em uma tentativa de financiar seu estilo de vida.
Começo oferecendo a David Irving, que tardiamente recusou o infantil cartaz de negacionista, e que não contente em ser tanto o primeiro a afirmar que os Diários de Hitler são falsos, como também foi o último a declará-los autênticos, numa tentativa completamente falha de se distanciar de suas declarações anteriores sobre o Holocausto, declarou recentemente:
Isso vindo de um "historiador" que também aceitou, sem críticas, um "relatório forense", que foi incorreto em basicamente todos os detalhes. Sim, a localização até o último centímetro é o ponto chave quando se tentar negar a história.
Ou talvez o problema seja a química? Germar Rudolf, sob muitos de seus pseudônimos, foi forçado a admitir por aqueles que podem mostrar um maior conhecimento de química que ele (não importa do que ele mesmo se denomina) que química não é ciência e que pode provar ou refutar quaisquer alegações sobre o Holocausto "rigorosamente '. "
Isto, apesar do fato dele perder seu único emprego legítimo, ao fazer a afirmação oposta e fazendo a mesma de uma forma desonesta da qual seu empregador concordou.
Isto nos direciona a Mark Weber (diretor do IHR, que se descreve como "um centro de ensino, pesquisa e publicação de interesse público dedicado a promover uma maior consciência pública da história"), que escreveu: "Na luta real contra o poder judeu-sionista, o revisionismo do Holocausto provou ser tanto um obstáculo como uma ajuda."(http://www.ihr.org/weber_revisionism_jan09.html)
E como tal é a oposição em todo pensamento, são pessoas que se importam com os outros.
Então, agora temos três daqueles que são os luminares da negação fazendo rodeios de 180 graus e revelando, assim, que suas motivações não são aquelas que vêm afirmado repetidamente:
Irving não se preocupa com fato histórico, a motivação de Irving é a autopromoção dele. Daí o nome pela qual sua vaidade é conhecida e como é sugerida, que ele, e apenas ele, é capaz de discernir o que é história "real", enquanto continuamente tenta fazer jogos de palavras, como sua frase "o povo vizinho ao lado"... mas quem é este povo exatamente, David?
Germar Rudolf, aparentemente, tem uma semelhante aversão congênita à verdade, tendo, apesar de tudo, mentido para todo país que ele tentou viver como um residente, todos os empregadores que ele já teve - até mesmo sua própria madrinha e que ainda administra a marca do autor de todos os seus infortúnios (ok, autores, entre eles Jörg Berger; Ernst Gauss; Manfred Köhler; Christian Konrad, Werner Kretschmer; Anton Magerle; Rudolph Markert; Wolfgang Pfitzner, Ronald Reeves; Angela Schneider; Gerd Steiger, e Rudi Zornig), todos dos quais este investigador com nervos-de-aço buscando a verdade usou para disfarçar que todos eles são: você adivinhou - Sr. Sheerer né o próprio Rudolf), judeus.
E principal objetivo de Weber nos dias de hoje parece para todo o mundo uma tentativa de se distanciar desses desagradáveis negadores odiadores de judeus, para que ele possa se concentrar mais naquela variedade de judeu odiando o que ele agora defende.
E assim temos a motivação para a negação do Holocausto: fazer dinheiro em cima de odiadores menos inteligentes do que a si mesmo. Enquanto este dinheiro é conseguido a partir de outros odiadores, e que outros odiadores estão dispostos a culpar qualquer um além deles por sua incapacidade em manter um teto e comida na mesa, a negação do Holocausto continuará a existir.
Esta é a gênese do THHP - em contraste, uma organização sem fins lucrativos, seguindo todas as leis de todos os países em que estamos presentes, escrito e mantido exclusivamente por voluntários que são, e que fazem parte por associação com o Projeto, de modo geral pessoas que não estão entre os auto-denominados por Irving como "tradicionais inimigos da liberdade de expressão". Queremos que eles lá fora façam papel de bobosdeles mesmos e de outros: o que torna nossa tarefa muito mais fácil.
Não vai se juntar a nós?
Última modificação: 18 de dezembro, 2011
Contato técnico/administrativo: webmaster@holocaust-history.org
*THHP = sigla do site The Holocaust History Project
Fonte: The Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/revisionism-isnt/revisionism-is/
Tradução: Roberto Lucena
Observação: revisão parcial do texto
Este ensaio é um complemento para um artigo anterior, Porque("Revisionismo") não é Revisionismo. Perguntaram-me recentemente porque o THHP tão veementemente se opõe ao negacionismo, e a resposta para mim é algo bem óbvio, vamos olhar bem atentamente para as recentes declarações de negadores. Meus agradecimentos a David Irving, Germar Rudolf e Mark Weber por tornar a questão tão simples.
"Outro dia" foi mencionado no texto Porque("Revisionismo") não é Revisionismo. A negação do Holocausto é, sempre foi e sempre será uma saída para o ódio irracional, usando uma base desonesta em cada ocasião para alimentar egos inflados em uma tentativa de financiar seu estilo de vida.
Começo oferecendo a David Irving, que tardiamente recusou o infantil cartaz de negacionista, e que não contente em ser tanto o primeiro a afirmar que os Diários de Hitler são falsos, como também foi o último a declará-los autênticos, numa tentativa completamente falha de se distanciar de suas declarações anteriores sobre o Holocausto, declarou recentemente:
Em Auschwitz eu estava enganado. Eu disse que não havia câmaras de gás, apesar disso ser totalmente verdade, porque descobri mais tarde provas de que elas estavam apenas fora do campo.
Isso vindo de um "historiador" que também aceitou, sem críticas, um "relatório forense", que foi incorreto em basicamente todos os detalhes. Sim, a localização até o último centímetro é o ponto chave quando se tentar negar a história.
Ou talvez o problema seja a química? Germar Rudolf, sob muitos de seus pseudônimos, foi forçado a admitir por aqueles que podem mostrar um maior conhecimento de química que ele (não importa do que ele mesmo se denomina) que química não é ciência e que pode provar ou refutar quaisquer alegações sobre o Holocausto "rigorosamente '. "
Isto, apesar do fato dele perder seu único emprego legítimo, ao fazer a afirmação oposta e fazendo a mesma de uma forma desonesta da qual seu empregador concordou.
Isto nos direciona a Mark Weber (diretor do IHR, que se descreve como "um centro de ensino, pesquisa e publicação de interesse público dedicado a promover uma maior consciência pública da história"), que escreveu: "Na luta real contra o poder judeu-sionista, o revisionismo do Holocausto provou ser tanto um obstáculo como uma ajuda."(http://www.ihr.org/weber_revisionism_jan09.html)
E como tal é a oposição em todo pensamento, são pessoas que se importam com os outros.
Então, agora temos três daqueles que são os luminares da negação fazendo rodeios de 180 graus e revelando, assim, que suas motivações não são aquelas que vêm afirmado repetidamente:
Irving não se preocupa com fato histórico, a motivação de Irving é a autopromoção dele. Daí o nome pela qual sua vaidade é conhecida e como é sugerida, que ele, e apenas ele, é capaz de discernir o que é história "real", enquanto continuamente tenta fazer jogos de palavras, como sua frase "o povo vizinho ao lado"... mas quem é este povo exatamente, David?
Germar Rudolf, aparentemente, tem uma semelhante aversão congênita à verdade, tendo, apesar de tudo, mentido para todo país que ele tentou viver como um residente, todos os empregadores que ele já teve - até mesmo sua própria madrinha e que ainda administra a marca do autor de todos os seus infortúnios (ok, autores, entre eles Jörg Berger; Ernst Gauss; Manfred Köhler; Christian Konrad, Werner Kretschmer; Anton Magerle; Rudolph Markert; Wolfgang Pfitzner, Ronald Reeves; Angela Schneider; Gerd Steiger, e Rudi Zornig), todos dos quais este investigador com nervos-de-aço buscando a verdade usou para disfarçar que todos eles são: você adivinhou - Sr. Sheerer né o próprio Rudolf), judeus.
E principal objetivo de Weber nos dias de hoje parece para todo o mundo uma tentativa de se distanciar desses desagradáveis negadores odiadores de judeus, para que ele possa se concentrar mais naquela variedade de judeu odiando o que ele agora defende.
E assim temos a motivação para a negação do Holocausto: fazer dinheiro em cima de odiadores menos inteligentes do que a si mesmo. Enquanto este dinheiro é conseguido a partir de outros odiadores, e que outros odiadores estão dispostos a culpar qualquer um além deles por sua incapacidade em manter um teto e comida na mesa, a negação do Holocausto continuará a existir.
Esta é a gênese do THHP - em contraste, uma organização sem fins lucrativos, seguindo todas as leis de todos os países em que estamos presentes, escrito e mantido exclusivamente por voluntários que são, e que fazem parte por associação com o Projeto, de modo geral pessoas que não estão entre os auto-denominados por Irving como "tradicionais inimigos da liberdade de expressão". Queremos que eles lá fora façam papel de bobosdeles mesmos e de outros: o que torna nossa tarefa muito mais fácil.
Não vai se juntar a nós?
Última modificação: 18 de dezembro, 2011
Contato técnico/administrativo: webmaster@holocaust-history.org
*THHP = sigla do site The Holocaust History Project
Fonte: The Holocaust History Project
http://www.holocaust-history.org/revisionism-isnt/revisionism-is/
Tradução: Roberto Lucena
Observação: revisão parcial do texto
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Definição de "revisionismo", vulgo negacionismo ou negação do Holocausto
Como prometido na caixa de comentários de posts recentes, um comentário aqui e o outro aqui, segue abaixo, pra constar do registro do blog, a antiga descrição do mesmo que constava dois comentários definindo o "revisionismo" do Holocausto feitas pelo historiador espanhol César Vidal.
Comentários feitos pelo blog "revi"-nazi sobre a retirada desta descrição:
E antes que você tenha um ataque de chiliques, eu me considero de esquerda, não faço parte da esquerda autoritária que a direita autoritária latinoamericana e ibérica adoram propagandear, por conta de sua histéria religiosa principalmente, como defensores do autoritarismo ou coisa parecida, até porque a democracia no Brasil deve e muito à esquerda democrática brasileira por existir, ao contrário do que a mídia brasileira diariamente bombardeia com mentiras, com seu monopólio midiático, tentando desestabilizar o regime democrático do país.
Você, Joãozinho, o "fascistinha nada camarada", insinuar, ou pior, afirmar, sem nem saber as razões da postagem dos comentários dele na descrição do blog e posterior retirada(não sei se percebeu mas você não é portavoz ou possui "procuração" pra falar em nome de ninguém aqui), que ele entrou pro "grupo dos maus"(negadores do Holocausto) só demonstra sua desqualificação pra discutir, má fé e ignorância ao analisar e comentar qualquer coisa referente a política e história.
Aliás, se você parasse de reduzir o mundo a um conflito do Oriente Médio em virtude de sua obsessão e crenças antissemitas, já faria um tremendo favor ao mundo em conter essa tua burrice explícita.
Como prova, já mostrada antes mas vale o repeteco, você mesmo deixou claro nesse print abaixo tirado da caixa de comentários do seu blog(não adianta apagar, rs) que sequer sabia do que estava falando: "Eu até confesso que nunca tinha ouvido falar dele(perdoem-me a falta de cultura)", rsrsrs:

Simplesmente hilário, o print fala por si só(rsrs).
Recado pra você: continue a postar este tipo de pérola que teremos prazer, se for de fato necessário, em mostrar o quanto você é ignorante, preconceituoso(só resta apelar a isso por não ter nada a dizer que preste) e não sabe nada do que diz, até porque sua estupidez serve de exemplo pra mostrar a ignorância e fascismo do credo "revisionista". Da próxima procure ao menos ler(e entender) o que está escrito(rsrsrs).
A ignorância revimané novamente "adubando" o mundo.
"A literatura revisionista, carente da mínima qualidade científica, constitui fundamentalmente um instrumento de propaganda de ideologias antissemitas, neonazistas e neofascistas, cujas únicas bases reais são a ignorância da documentação histórica, a má fé e o interesse por facilitar, concretamente, o caminho do poder a essas cosmovisões"Como aumentaria ainda mais o tamanho de um post já extenso(os que detonam as mentiras de um papagaio de "revi" que em sua ignorância não sabia sequer do que o assunto do texto sobre Guerra Civil espanhola tratava), achei por bem colocar essa descrição em separado neste post pra mostrar que insinuações e mentiras canalhas não intimidam a ninguém. Se o dito "revi" palhaço quer fazer graça, sua ignorância ao menos servirá pra mostrar o quão ridículo é o dito "revisionismo" do Holocausto(ou negacionismo).
"A finalidade fundamental do revisionismo é apagar das mentes a lembrança do Holocausto - associado aos horrores do nazismo e, em menor medida, de outros regimes fascistas - para assim facilitar o alcance do poder político às formações com essas orientações ideológicas"
César Vidal, historiador espanhol."
Comentários feitos pelo blog "revi"-nazi sobre a retirada desta descrição:
"Mas o mais cómico de tudo isto deixei para o fim: não sei se já repararam, mas César Vidal foi despromovido daquele espacinho - estou a ver que os saneamentos Estalinistas foram substituídos pelos saneamentos Sionistas! A frase deste antigo “anti-revisionista” que se encontrava naquela casa de doentes, perdão, crentes afirmacionistas, pelos vistos, passou de prazo. Mas agora já sei o porquê e a resposta está neste último ‘post’: "Moa e companhia - quer dizer, César Vidal, Ricardo de la Cierva, Jiménez Losantos, Gonzalo Fernández de la Mora, García de Cortázar, José Luis Gutiérrez Casalá, Ángel David Martín Rubio, entre outros citados – representam a resposta da direita que tem estado no poder do outro movimento, o da recuperação da memória histórica, surgido em torno de 1996-1997".Caro Joãozinho, o fascistinha "revi" de estimação deste blog, a descrição está aí em cima na íntegra, como registro. Em segundo lugar já que você não tem acesso a conversa entre membros do blog e nem terá, eu já havia comentado com o Leo quando fui alterar a descrição do blog, que o César Vidal é visado na Espanha por conta do posicionamento político dele contra o PSOE e a esquerda espanhola em geral e sobre seu revisionismo da Guerra Civil Espanhola e desonestidades dele com o mesmo, e desconhecia esse lado dele pois só me ative à descrição atribuída a ele (e que está correta) que ele fez do negacionismo do Holocausto, mas não com receio de que um extremista de direita(fascista) como você viesse reparar nisso e sim por conta do sectarismo de esquerda de alguns(ou vários) militantes de partidos bitolados que quando veem o nome de um cara, por ser de direita, já saem criticando sem nem saber o que está escrito(por sinal, nesse ponto eles se assemelham e muito a você).
Portanto, uma cambalhota e César Vidal passou a estar no grupo dos “maus”… Aposto que com mais uma cambalhota ou um enrolamento, ele ainda irá aparecer no Revisionismo em Linha…"
E antes que você tenha um ataque de chiliques, eu me considero de esquerda, não faço parte da esquerda autoritária que a direita autoritária latinoamericana e ibérica adoram propagandear, por conta de sua histéria religiosa principalmente, como defensores do autoritarismo ou coisa parecida, até porque a democracia no Brasil deve e muito à esquerda democrática brasileira por existir, ao contrário do que a mídia brasileira diariamente bombardeia com mentiras, com seu monopólio midiático, tentando desestabilizar o regime democrático do país.
Você, Joãozinho, o "fascistinha nada camarada", insinuar, ou pior, afirmar, sem nem saber as razões da postagem dos comentários dele na descrição do blog e posterior retirada(não sei se percebeu mas você não é portavoz ou possui "procuração" pra falar em nome de ninguém aqui), que ele entrou pro "grupo dos maus"(negadores do Holocausto) só demonstra sua desqualificação pra discutir, má fé e ignorância ao analisar e comentar qualquer coisa referente a política e história.
Aliás, se você parasse de reduzir o mundo a um conflito do Oriente Médio em virtude de sua obsessão e crenças antissemitas, já faria um tremendo favor ao mundo em conter essa tua burrice explícita.
Como prova, já mostrada antes mas vale o repeteco, você mesmo deixou claro nesse print abaixo tirado da caixa de comentários do seu blog(não adianta apagar, rs) que sequer sabia do que estava falando: "Eu até confesso que nunca tinha ouvido falar dele(perdoem-me a falta de cultura)", rsrsrs:

Simplesmente hilário, o print fala por si só(rsrs).
Recado pra você: continue a postar este tipo de pérola que teremos prazer, se for de fato necessário, em mostrar o quanto você é ignorante, preconceituoso(só resta apelar a isso por não ter nada a dizer que preste) e não sabe nada do que diz, até porque sua estupidez serve de exemplo pra mostrar a ignorância e fascismo do credo "revisionista". Da próxima procure ao menos ler(e entender) o que está escrito(rsrsrs).
A ignorância revimané novamente "adubando" o mundo.
terça-feira, 25 de março de 2008
A História do "revisionismo" do Holocausto - Parte 2
2. Revisionismo Histórico e a negação do Holocausto
A prática de revisão da História é constantemente aplicada, não somente sobre a própria metodologia, mas também sobre objetos e fatos em si, gerando inúmeras compreensões resultantes destas reflexões, sejam elas convergentes ou divergentes. É necessário ressaltar que esta prática de revisionismo atende aos padrões acadêmicos, que “exigem” de qualquer tipo de pesquisa, a existência de um referencial teórico e metodologia aplicada não somente para legitimar a pesquisa, mas também para qualificá-la.
É necessário abordar estas características do legítimo Revisionismo Histórico para se estabelecer contato com o auto-intitulado “Revisionismo” do Holocausto, ou Negacionismo, como é costumeiramente chamado nos meios acadêmicos e legais, distinção esta feita justamente para que haja uma diferenciação entre revisionistas e negadores do Holocausto. Segundo Pierre Vidal-Naquet (1998, p.12), notório combatente das práticas de falsificações históricas do Negacionismo, as primeiras células negacionistas surgiram na própria Alemanha sob o julgo nacional-socialista.
A partir de fortes indícios de um iminente fim de guerra, autoridades nazistas ordenaram a destruição de uma série de documentos e provas. Tal processo era nada mais que uma artimanha encontrada por estes oficiais para esconder, diminuir ou até mesmo negar os crimes cometidos durante a 2ª Guerra Mundial, dentre os quais o maior genocídio organizado e friamente sistematizado de uma série de categorias de “indesejáveis" ao governo nazista, como judeus, ciganos, homossexuais, negros, comunistas, entre outros – o Holocausto.
A passagem do negacionismo da plataforma política (como ato interno e restrito aos meios oficiais) para o meio público e acadêmico teve como principal idealizador e fundador Paul Rassinier, um ex-prisioneiro dos campos de concentração nazista de Buchenwald e Dora-Nordhaussen (Milman, 2000, p.120).
Rassinier, antigo militante da extrema-esquerda francesa era, durante a 2ª Guerra Mundial, membro da Seção Francesa da Internacional Socialista (SFIO) e redator de um jornal clandestino (“La IV. é Republique”). Devido às suas atuações, foi preso em 1944 pela Gestapo e enviado para os campos de concentração.
Livre, após o fim da guerra, retornou à França e começou uma peregrinação por diversas organizações políticas extremistas, tanto de esquerda quanto de direita. Afastou-se gradativamente das tendências esquerdistas, para se aliar a figurões da extrema-direita (Vichystas e colaboracionistas, inclusive) francesa e assumiu gradativamente um caráter fortemente anti-semita, antes mascarado como anti-sionismo ou anti-imperialismo.
O ano de 1951 marca a expulsão de Rassinier da SFIO, após a publicação de seu segundo livro, “A mentira de Ulisses”, em que o autor defende a tese de que a 2ª Guerra Mundial havia sido provocada por um complô judeu internacional de dominação mundial. Tal teoria remete facilmente aos moldes de teoria da conspiração largamente perpetuados pelo livro “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, uma espécie de bíblia do anti-semitismo, que influenciou uma gama variada de anti-semitas, desde o governo Czarista (que foi, aliás, quem encomendou esta fraude) até Adolf Hitler (Cohn, 1969, p.195), passando por brasileiros como Gustavo Barroso (chefe de milícia da Ação Integralista Brasileira, responsável por uma versão traduzida e apostilada deste) e chegando até os atuais negadores do Holocausto.
Rassinier, em um primeiro momento, empreendeu uma relativização do número de mortos nos campos de concentração para, após isto, negar a existência das câmaras de gás e de qualquer programa sistemático do governo nacional-socialista de assassinato de judeus e outros grupos “indesejáveis”.
No que diz respeito à negação da existência das Câmaras de Fás, o maior argumento usado pelos autores negacionistas é o chamado “Relatório Leuchter”. Escrito por Fred A. Leuchter Jr., um suposto engenheiro norte-americano especialista em câmaras de gás. Tal relatório afirma que não haveria indícios de gaseamento nos campos de concentração (no caso, Auschwitz-Birkenau e Majdanek). A validade desse relatório é bastante questionável e suas alegações técnicas (assim como a capacidade e legitimidade profissional de Leuchter Jr.) são constantemente refutadas. Cabe ressaltar ainda que os campos de concentração em que Rassinier esteve confinado eram “apenas” campos de prisão e trabalho forçado. Desta forma, não haveria como Rassinier presenciar alguma sequer Câmaras de Gás no período e locais em que esteve preso, por motivos óbvios.
Os ideais de Rassinier influenciaram uma variada gama de anti-semitas, sobretudo na França pós-guerra. A seu exemplo, parte de ex-militantes esquerdistas verteram suas atuações para grupos de extrema-direita. Personagens como Serge Thion, Robert Faurisson, dentre outros, militantes ativos do grupo intitulado como “A velha toupeira”, formaram um pequeno grupo em volta de Rassinier que logo se tornou um centro de irradiação de material negacionista.
Não tardou muito e os ideais negacionistas se espalharam por grande parte da Europa e mais tardiamente a outros locais da América Latina, como o Brasil. Atualmente, há uma rede de negacionistas que abrange vários países, dentre os quais alguns autores que ficaram mundialmente conhecidos, não necessariamente por suas obras, mas principalmente pelas batalhas judiciais em que são réus na maioria das vezes (e em muitas destas, condenados). David Irving, historiador britânico que dispunha de um relativo respeito nos meios acadêmicos como historiador militar e de guerras, viu sua “popularidade” desabar após escrever livros negacionistas e ser preso na Áustria – onde a negação do Holocausto é crime. Ernst Zündel, alemão, foi condenado à prisão em seu país de origem, mas acabou sendo preso primeiramente no Canadá, onde ficou detido por um período de dois anos. Após este tempo, foi transferido para a Alemanha, onde foi julgado novamente e atualmente cumpre pena de cinco anos de prisão por negar o holocausto e incitar o ódio contra judeus.
A chegada do negacionismo no Brasil data do ano de 1987. Em um período de crescente mobilização pelas eleições diretas e pelo fim da ditadura militar, surge então o mais famoso livro negacionista brasileiro: “Holocausto: Judeu ou Alemão? Nos bastidores da mentira do século” de autoria de Siegfried Ellwanger, brasileiro descendente de alemães.
Ellwanger, que assina seus livros com o pseudônimo de S.E. Castan (segundo ele para fugir da perseguição sionista), funda a Revisão Editora Ltda., com sede em Porto Alegre/RS, para promover a distribuição de seu livro inicial, além de uma série de outros títulos com forte teor anti-semita e racista, muito deles de autores negacionistas.
A participação de brasileiros, porém, é pequena na Revisão Editora. Grande parte dos livros negacionistas nacionais são de autoria de Ellwanger ou então de Sérgio Oliveira, ex-sargento do Exército brasileiro durante a ditadura militar.
Fonte: Revista eletrônica 'Literatura e Autoritarismo(Dominação e Exclusão Social)
Autor: Odilon Caldeira Neto
A prática de revisão da História é constantemente aplicada, não somente sobre a própria metodologia, mas também sobre objetos e fatos em si, gerando inúmeras compreensões resultantes destas reflexões, sejam elas convergentes ou divergentes. É necessário ressaltar que esta prática de revisionismo atende aos padrões acadêmicos, que “exigem” de qualquer tipo de pesquisa, a existência de um referencial teórico e metodologia aplicada não somente para legitimar a pesquisa, mas também para qualificá-la.
É necessário abordar estas características do legítimo Revisionismo Histórico para se estabelecer contato com o auto-intitulado “Revisionismo” do Holocausto, ou Negacionismo, como é costumeiramente chamado nos meios acadêmicos e legais, distinção esta feita justamente para que haja uma diferenciação entre revisionistas e negadores do Holocausto. Segundo Pierre Vidal-Naquet (1998, p.12), notório combatente das práticas de falsificações históricas do Negacionismo, as primeiras células negacionistas surgiram na própria Alemanha sob o julgo nacional-socialista.
A partir de fortes indícios de um iminente fim de guerra, autoridades nazistas ordenaram a destruição de uma série de documentos e provas. Tal processo era nada mais que uma artimanha encontrada por estes oficiais para esconder, diminuir ou até mesmo negar os crimes cometidos durante a 2ª Guerra Mundial, dentre os quais o maior genocídio organizado e friamente sistematizado de uma série de categorias de “indesejáveis" ao governo nazista, como judeus, ciganos, homossexuais, negros, comunistas, entre outros – o Holocausto.
A passagem do negacionismo da plataforma política (como ato interno e restrito aos meios oficiais) para o meio público e acadêmico teve como principal idealizador e fundador Paul Rassinier, um ex-prisioneiro dos campos de concentração nazista de Buchenwald e Dora-Nordhaussen (Milman, 2000, p.120).
Rassinier, antigo militante da extrema-esquerda francesa era, durante a 2ª Guerra Mundial, membro da Seção Francesa da Internacional Socialista (SFIO) e redator de um jornal clandestino (“La IV. é Republique”). Devido às suas atuações, foi preso em 1944 pela Gestapo e enviado para os campos de concentração.
Livre, após o fim da guerra, retornou à França e começou uma peregrinação por diversas organizações políticas extremistas, tanto de esquerda quanto de direita. Afastou-se gradativamente das tendências esquerdistas, para se aliar a figurões da extrema-direita (Vichystas e colaboracionistas, inclusive) francesa e assumiu gradativamente um caráter fortemente anti-semita, antes mascarado como anti-sionismo ou anti-imperialismo.
O ano de 1951 marca a expulsão de Rassinier da SFIO, após a publicação de seu segundo livro, “A mentira de Ulisses”, em que o autor defende a tese de que a 2ª Guerra Mundial havia sido provocada por um complô judeu internacional de dominação mundial. Tal teoria remete facilmente aos moldes de teoria da conspiração largamente perpetuados pelo livro “Os Protocolos dos Sábios de Sião”, uma espécie de bíblia do anti-semitismo, que influenciou uma gama variada de anti-semitas, desde o governo Czarista (que foi, aliás, quem encomendou esta fraude) até Adolf Hitler (Cohn, 1969, p.195), passando por brasileiros como Gustavo Barroso (chefe de milícia da Ação Integralista Brasileira, responsável por uma versão traduzida e apostilada deste) e chegando até os atuais negadores do Holocausto.
Rassinier, em um primeiro momento, empreendeu uma relativização do número de mortos nos campos de concentração para, após isto, negar a existência das câmaras de gás e de qualquer programa sistemático do governo nacional-socialista de assassinato de judeus e outros grupos “indesejáveis”.
No que diz respeito à negação da existência das Câmaras de Fás, o maior argumento usado pelos autores negacionistas é o chamado “Relatório Leuchter”. Escrito por Fred A. Leuchter Jr., um suposto engenheiro norte-americano especialista em câmaras de gás. Tal relatório afirma que não haveria indícios de gaseamento nos campos de concentração (no caso, Auschwitz-Birkenau e Majdanek). A validade desse relatório é bastante questionável e suas alegações técnicas (assim como a capacidade e legitimidade profissional de Leuchter Jr.) são constantemente refutadas. Cabe ressaltar ainda que os campos de concentração em que Rassinier esteve confinado eram “apenas” campos de prisão e trabalho forçado. Desta forma, não haveria como Rassinier presenciar alguma sequer Câmaras de Gás no período e locais em que esteve preso, por motivos óbvios.
Os ideais de Rassinier influenciaram uma variada gama de anti-semitas, sobretudo na França pós-guerra. A seu exemplo, parte de ex-militantes esquerdistas verteram suas atuações para grupos de extrema-direita. Personagens como Serge Thion, Robert Faurisson, dentre outros, militantes ativos do grupo intitulado como “A velha toupeira”, formaram um pequeno grupo em volta de Rassinier que logo se tornou um centro de irradiação de material negacionista.
Não tardou muito e os ideais negacionistas se espalharam por grande parte da Europa e mais tardiamente a outros locais da América Latina, como o Brasil. Atualmente, há uma rede de negacionistas que abrange vários países, dentre os quais alguns autores que ficaram mundialmente conhecidos, não necessariamente por suas obras, mas principalmente pelas batalhas judiciais em que são réus na maioria das vezes (e em muitas destas, condenados). David Irving, historiador britânico que dispunha de um relativo respeito nos meios acadêmicos como historiador militar e de guerras, viu sua “popularidade” desabar após escrever livros negacionistas e ser preso na Áustria – onde a negação do Holocausto é crime. Ernst Zündel, alemão, foi condenado à prisão em seu país de origem, mas acabou sendo preso primeiramente no Canadá, onde ficou detido por um período de dois anos. Após este tempo, foi transferido para a Alemanha, onde foi julgado novamente e atualmente cumpre pena de cinco anos de prisão por negar o holocausto e incitar o ódio contra judeus.
A chegada do negacionismo no Brasil data do ano de 1987. Em um período de crescente mobilização pelas eleições diretas e pelo fim da ditadura militar, surge então o mais famoso livro negacionista brasileiro: “Holocausto: Judeu ou Alemão? Nos bastidores da mentira do século” de autoria de Siegfried Ellwanger, brasileiro descendente de alemães.
Ellwanger, que assina seus livros com o pseudônimo de S.E. Castan (segundo ele para fugir da perseguição sionista), funda a Revisão Editora Ltda., com sede em Porto Alegre/RS, para promover a distribuição de seu livro inicial, além de uma série de outros títulos com forte teor anti-semita e racista, muito deles de autores negacionistas.
A participação de brasileiros, porém, é pequena na Revisão Editora. Grande parte dos livros negacionistas nacionais são de autoria de Ellwanger ou então de Sérgio Oliveira, ex-sargento do Exército brasileiro durante a ditadura militar.
Fonte: Revista eletrônica 'Literatura e Autoritarismo(Dominação e Exclusão Social)
Autor: Odilon Caldeira Neto
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domingo, 26 de dezembro de 2010
Richard Widmann, Harry Elmer Barnes e a Operação Barbarossa
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Operação Barbarossa. Alemanha avança sobre a URSS |
Como muitos negadores atuais, o Incovenient History de Joseph Bishop aqui e Wilfied Heink (aka neurigig) aqui engole a história de Suvorov[1] que a Barbarossa foi uma ação de autodefesa por parte dos alemãess. Entretanto, em Perpetual War for Perpetual Peace (1953), editado por Barnes, F. R. Sanborn escreveu o seguinte:
Na metade de janeiro de 1941, outro fio mais fatal foi entrelaçado dentro do estampado. O Departamento de Estado dos EUA, em instrução específica do Sr. Roosevelt, alertou (138) o embaixador russo, Sr. Constantine Oumansky, (139) do contemplado ataque alemão, e estes alertas foram mais tarde repetidos. (140) Em início de fevereiro de 1941, o movimento ao leste das tropas alemãs era bem conhecido. (141) Tudo apontava em direção de uma extensão da guerra com um ataque alemão à Rússia, mas o poder político anglo-americano teve êxito em atrasá-lo por cinco semanas. (142) O grande custo desse sacríficio, feito a fim de obter um pequeno atraso em benefício da Rússia Soviética, foi a perda da Iugoslávia, Grécia e Creta, a paralização da Frota Britânica do Mediterrâneo,(143) e a derrota britânica na Líbia.(144) Nas intrigas diplomáticas na Grécia e na Iugoslávia, os norte-americanos (145) conseguiram uma grande e substancial peça bem-sucedida em releção à oponente Alemanha. Mais tarde, a medida que se aproximava o início do ataque à Rússia, o Sr. Churchill meditou sobre como sua política deveria ser e concluiu que ele deve "dar todo encorajamento e toda ajuda que podemos fornecer." Ele telegrafou isto para o Sr. Roosevelt,(146) que replicou no sentido de uma carta branca - ele publicamente endossaria "qualquer anúncio que o Primeiro Ministro possa fazer tornando acessível a Rússia como uma aliada."Além disso, Barnes e seus colegas rejeitaram a visão dominante nos EUA do início dos anos de 1950 na Guerra Fria: de que Stalin estava planejando uma invasão à Europa ocidental. Lew Rockwell ressaltou este fato neste artigo de 1968:
Voltando especificamente ao comunismo, Barnes corta direto para o coração do problema: um ataque militar da União Soviética aos Estados Unidos era muito improvável (a menos que "provocado como uma medida de guerra preventiva"), porque "o programa soviético para comunizar o mundo não é baseado num plano de conquista militar. É fundamentado em propaganda, infiltração e intriga." Tais revoluções ideológicas nunca foram extirpadas por força militar. A resposta verdadeira ao comunismo, então, é fortalecer a ideologia e instituições norte-americanas: para manter a liberdade e prosperidade norte-americana.Rockwell ainda mais demonstra que Barnes fez uma distinção entre "vasto revisionismo" e "estreito revisionismo", e rejeitou o último:
Um revisionista estreito, por conta de sua preocupação predominante com a tragédia alemã, tem portanto conseguido sozinho se atrapalhar num verdadeiro emaranhado de contradições. Começando por se dedicar à paz, ele se tornou advogado da guerra total (contra a União Soviética)...O jornal de Widmann pode pretender promover um revisionismo amplo mas seu relato datado está fortemente ligado ao campo estreito que era alienígena a Barnes em vários aspectos. Widmann pode desejar refletir sobre se ele está realmente seguindo Barnes ou apenas o usando como uma folha de parreira[2] para apologia nazista.
[...]
Assim, o estreito revisionista, no curso de distorcer o foco de sua preocupação, terminou por essencialmente abandonar o revisionismo completamente.
Fonte: Holocaust Controversies
http://holocaustcontroversies.blogspot.com/2009/12/richard-widmann-harry-elmer-barnes-and.html
Texto: Jonathan Harrison
Tradução: Roberto Lucena
[1] Viktor Suvorov: propagandista de origem russa, que lamentavelmente vem sendo divulgado por 'livrarias do Brasil' como "coisa séria" por se tratar de propaganda anti-comunista do tempo da Guerra Fria, lançou livros "revisionistas" ainda na década de oitenta onde alega que Hitler atacou a URSS numa guerra preventiva pois havia planejamento de ataque à Alemanha por parte da URSS sob o comando de Stalin. O impacto retórico da "tese" do Suvorov simplesmente justificaria os crimes cometidos pelos nazistas na Segunda Guerra, incluindo o Holocausto. Historiadores profissionais criticam o Suvorov apontando 'ausência de documentação'(carência de fontes) na qual ele deveria "apoiar" suas "teses" e por também ignorar a documentação e historiografia da Segunda Guerra que cobre o ataque do regime nazista à União Soviética(coisa que um historiador sério atenta), preocupando-se em defender mesmo sem provas a "tese" que defende. Em resumo, historiadores sérios(exemplos: John Lukacs, David Glantz, Richard Overy ) não encaram os livros do Viktor Suvorov como algo sério e sim como propaganda, tal qual os "livros" dos negadores do Holocausto quando tratam do genocídio da Segunda Guerra. Livro do Suvorov sobre Segunda Guerra além de perda de tempo, trata-se de 'literatura pobre' e de baixa qualidade sobre a Segunda Guerra e propaganda ideológica e "revisionista" do tempo da Guerra Fria, nada além disso.
[2] Folha de parreira(fig-leaf): termo alusivo ao mito do Gênesis acerca da folha de parreira de Adão, usado neste caso como "coisa que encobre algo vergosonhoso", "cortina de fumaça".
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
Intolerância e Negacionismo: Sérgio Oliveira e Revisão Editora
Como não é possível reproduzir o conteúdo da matéria do site da Revista História e-História sobre o negacionismo("revisionismo" do Holocausto), intolerância, racismo e neonazismo, segue abaixo o link da matéria original para que leiam direto na página da Revista a matéria com um certo histórico da Editora Revisão, responsável por dezenas de publicações antissemitas e de apologia ao nazismo voltadas a negação do Holocausto(negacionismo, vulgo "revisionismo" entre aspas)em que o proprietário acabou condenado pelo STF(Supremo Tribunal Federal) e mostrando como é orquestrada a manipulação e distorção da História pelos negacionistas. Texto de Odilon Caldeira Neto.
Intolerância e Negacionismo: Sérgio Oliveira e Revisão Editora
http://www.historiahistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=185
Pra quem não leu antes, outro texto do Odilon Neto, publicado no blog, sobre a História do "revisionismo"(negacionismo) do Holocausto, dividido em seis partes:
A História do "revisionismo" do Holocausto
Parte 1; Parte 2; Parte 3; Parte 4; Parte 5: Parte 6
Intolerância e Negacionismo: Sérgio Oliveira e Revisão Editora
http://www.historiahistoria.com.br/materia.cfm?tb=alunos&id=185
Pra quem não leu antes, outro texto do Odilon Neto, publicado no blog, sobre a História do "revisionismo"(negacionismo) do Holocausto, dividido em seis partes:
A História do "revisionismo" do Holocausto
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segunda-feira, 6 de julho de 2009
Pío Moa, o David Irving espanhol
Desmontando Pío Moa
FELIPE VILLEGAS/Salvo em círculos e meios especializados (na internet se trava uma
batalha dialéctico-digital total), o comum de todos os mortais é seguir alheio à migalha na qual se fecham alguns historiadores ou pseudo-historiadores quando decidem dogmatizar seus livros ou conversas. Premissas como distância histórica frente ao evento, afã de objetividade (uma utopia), contraste das fontes, consulta até se esgotar as fontes, equanimidade, uso da linguagem fria... não parecem abundar no catálogo de novidades históricas que assomam as vitrines, em que pese nisso o seu puxão.
Ouvindo o historiador Francisco Espinosa Maestre (Villafranca de los Barros, 1954, mas radicado há anos em Sevilha) alguém pode ter uma ideia da complexa estrutura de interesses que rodeia ao fato histórico puro quando este se presta a ser usado como arma propagandística e/ou política. Este é o caso da Guerra Civil e seus cruentos capítulos, que seguem estando no topo e produzindo debates ácidos e manipulações, operações em grande escala de confusão e relativização que, longe de servir para contar as coisas tal como passaram, são o pretexto de alguns para legitimar causas pretéritas ainda que latentes.
Esta é a tese de partida de Espinosa em seu último livro, cujo esclarecedor título, "O fenômeno revisionista ou os fantasmas da direita espanhola (Ediciones Los Libros del Oeste), não é senão o aperitivo de umas demolidoras páginas nas quais Espinosa exerce o caráter de cirurgião para dissecar ponto a ponto do chamado "Método Moa: um livro em 15 dias".
Em tom ensaístico, claro e rotundo, Espinosa desmonta o exaltado Pío Moa, um autor de escrita fácil (de ahí sua copiosa produção editorial) convertido em bestseller (Aznar lhe declarou sua admiração) cuja credibilidade questiona o autor do ensaio de cabo a rabo, começando por sua formação: "Nem Pío Moa é historiador e nem seus livros são de história. Na realidade estamos diante de um simples propagandista e medíocre escritor a serviço do Partido Popular, que lhe encomendou a missão de melhorar sua imagem que a direita espanhola quer dar a si mesma e sujar a da esquerda. Para conseguir estes objetivos vale tudo", sustenta Espinosa.
Suas afirmações, ainda que corrosivas, não são gratuitas. Nas centenas de páginas justas de seu livro confronta a visão e sapiência de Moa partindo de um episódio concreto e dilacerante da Guerra Civil: a matança ocorrida na arena de touros de Badajoz em 14 de agosto de 1936, justamente naquilo que Espinosa é especialista, como creditou em seu livro "A Coluna da morte" (Crítica), ao que Moa desqualificou via artigos na imprensa e internet (Libertad Digital) com argumentos como o que se segue: "É fácil perceber vários pontos débeis no estudo de "A Coluna da morte". Não está em minhas possibilidades contrastar esses dados nem os métodos empregados, mas advertirei que, vistas as desvirtuações tão frequentes do autor, e seu evidente desejo de sacudir a bilis, seus dados oferecem a maior margem de desconfiança. Outros poderão fazer sobre este terreno as comprovações pertinentes".
"Onde estão os argumentos, as refutações, os dados que opõem? por que segue diminuindo uma matança total da qual houve testemunhas, como o periodista português Mário Neves, que desacreditaram o que o franquismo chamou de a lenda de Badajoz?". Pergunta-se o autor, que confessa que focou sua obra "como um desafio porque havia pesoas que desejavam ver como se punha em evidência o Método Moa, suas fontes e falsidades, sua propaganda.
Faltava instrução e aqui se oferece, assim como respostas ao porquê Moa e outros de semelhante talento seguem querendo manipular a História em benefício própio". Em efeito, a segunda parte do ensaio abre seu enfoque para desvelar as chaves do revisionismo histórico, um movimento (o autor chega a usar o termo cruzada) nascido no calor das ainda recentes vitórias eleitorais do
PP com uma finalidade: "Ajustar a História do passado de modo que convenha ao que a direita atual deseja".
"Moa e companhia - quer dizer, César Vidal, Ricardo de la Cierva, Jiménez Losantos, Gonzalo Fernández de la Mora, García de Cortázar, José Luis Gutiérrez Casalá, Ángel David Martín Rubio, entre outros citados – representam a resposta da direita que tem estado no poder do outro movimento, o da recuperação da memória histórica, surgido em torno de 1996-1997".
Em sua análise, o historiador extremenho não economiza em responsabilidades na hora de explicar o porquê do êxito do revisionismo, cujos defensores (com Moa na cabeça) vendem livros como churros. "É tal o poder e respaldo midiático da direita que na esquerda não houve um contrapeso equivalente, e é nesta grande operação midiática de recuperação do espírito franquista e de reconquista da história da Espanha onde Moa julgou ter um papel primordial desde 1999. A direita podia ter escolhido opções mais moderadas, mas com a maioria absoluta de Aznar e o alinhamento deste com os planos de Bush, apostou-se pelo neofranquismo e no revisionismo mais forte", argumenta, ao tempo que encontra no "pacto político pelo esquecimento" subescrito pelo PSOE na raíz de sua vitória em 1982 boa parte da culpa para que o revisionismo coalhou como tem feito.
"O PSOE optou por não olhar para trás, em sua política de desmemória e assim, em fins dos anos 90, o terreno estava adubado com esquecimento e confusão para a colheita que se preparava".
E conclui: "O resultado é uma sociedade onde a batalha pela memória, pelo passado, está mais viva que nunca, onde o processo de exumação de fossas se exaspera para a direita, que se nega a reconhecer que os vencidos, por estranho que pareça, têm o mesmo direito que tiveram os vencedores durante décadas para localizar seus desaparecidos e lhes dar uma sepultura digna. E daqui que se levam tão mal o gotejamento de livros sobre repressão, que não tem cessado desde os anos 80, que põem em evidência as origens do franquismo e o fato de que sua única fonte de legitimidade foi a violência".
Por tudo o que foi exposto, Espinosa se pergunta porque na Espanha não há controles para evitar que se prolifere a propaganda travestida de História como o há na Inglaterra e França. "Isso não é liberdade de expressão, como tampouco é de validação que se repitam os velhos tópicos reforçando a imagem no coletivo daquilo, de que a guerra do pai ou do avô, não teve nada a ver com o que contam os historiadores".
Fonte original: Redação Diario de Sevilla(Espanha)
http://www.diariodesevilla.com/diariodesevilla/articulo.asp?idart=1269290&idcat=1182
Fonte: texto se encontra no site da ARP-Sociedad para el Avance del Pensamiento Crítico
http://digital.el-esceptico.org/leer.php?id=2080&autor=724&tema=146
Tradução(português): Roberto Lucena
FELIPE VILLEGAS/Salvo em círculos e meios especializados (na internet se trava uma

Ouvindo o historiador Francisco Espinosa Maestre (Villafranca de los Barros, 1954, mas radicado há anos em Sevilha) alguém pode ter uma ideia da complexa estrutura de interesses que rodeia ao fato histórico puro quando este se presta a ser usado como arma propagandística e/ou política. Este é o caso da Guerra Civil e seus cruentos capítulos, que seguem estando no topo e produzindo debates ácidos e manipulações, operações em grande escala de confusão e relativização que, longe de servir para contar as coisas tal como passaram, são o pretexto de alguns para legitimar causas pretéritas ainda que latentes.
Esta é a tese de partida de Espinosa em seu último livro, cujo esclarecedor título, "O fenômeno revisionista ou os fantasmas da direita espanhola (Ediciones Los Libros del Oeste), não é senão o aperitivo de umas demolidoras páginas nas quais Espinosa exerce o caráter de cirurgião para dissecar ponto a ponto do chamado "Método Moa: um livro em 15 dias".
Em tom ensaístico, claro e rotundo, Espinosa desmonta o exaltado Pío Moa, um autor de escrita fácil (de ahí sua copiosa produção editorial) convertido em bestseller (Aznar lhe declarou sua admiração) cuja credibilidade questiona o autor do ensaio de cabo a rabo, começando por sua formação: "Nem Pío Moa é historiador e nem seus livros são de história. Na realidade estamos diante de um simples propagandista e medíocre escritor a serviço do Partido Popular, que lhe encomendou a missão de melhorar sua imagem que a direita espanhola quer dar a si mesma e sujar a da esquerda. Para conseguir estes objetivos vale tudo", sustenta Espinosa.
Suas afirmações, ainda que corrosivas, não são gratuitas. Nas centenas de páginas justas de seu livro confronta a visão e sapiência de Moa partindo de um episódio concreto e dilacerante da Guerra Civil: a matança ocorrida na arena de touros de Badajoz em 14 de agosto de 1936, justamente naquilo que Espinosa é especialista, como creditou em seu livro "A Coluna da morte" (Crítica), ao que Moa desqualificou via artigos na imprensa e internet (Libertad Digital) com argumentos como o que se segue: "É fácil perceber vários pontos débeis no estudo de "A Coluna da morte". Não está em minhas possibilidades contrastar esses dados nem os métodos empregados, mas advertirei que, vistas as desvirtuações tão frequentes do autor, e seu evidente desejo de sacudir a bilis, seus dados oferecem a maior margem de desconfiança. Outros poderão fazer sobre este terreno as comprovações pertinentes".
"Onde estão os argumentos, as refutações, os dados que opõem? por que segue diminuindo uma matança total da qual houve testemunhas, como o periodista português Mário Neves, que desacreditaram o que o franquismo chamou de a lenda de Badajoz?". Pergunta-se o autor, que confessa que focou sua obra "como um desafio porque havia pesoas que desejavam ver como se punha em evidência o Método Moa, suas fontes e falsidades, sua propaganda.
Faltava instrução e aqui se oferece, assim como respostas ao porquê Moa e outros de semelhante talento seguem querendo manipular a História em benefício própio". Em efeito, a segunda parte do ensaio abre seu enfoque para desvelar as chaves do revisionismo histórico, um movimento (o autor chega a usar o termo cruzada) nascido no calor das ainda recentes vitórias eleitorais do

"Moa e companhia - quer dizer, César Vidal, Ricardo de la Cierva, Jiménez Losantos, Gonzalo Fernández de la Mora, García de Cortázar, José Luis Gutiérrez Casalá, Ángel David Martín Rubio, entre outros citados – representam a resposta da direita que tem estado no poder do outro movimento, o da recuperação da memória histórica, surgido em torno de 1996-1997".
Em sua análise, o historiador extremenho não economiza em responsabilidades na hora de explicar o porquê do êxito do revisionismo, cujos defensores (com Moa na cabeça) vendem livros como churros. "É tal o poder e respaldo midiático da direita que na esquerda não houve um contrapeso equivalente, e é nesta grande operação midiática de recuperação do espírito franquista e de reconquista da história da Espanha onde Moa julgou ter um papel primordial desde 1999. A direita podia ter escolhido opções mais moderadas, mas com a maioria absoluta de Aznar e o alinhamento deste com os planos de Bush, apostou-se pelo neofranquismo e no revisionismo mais forte", argumenta, ao tempo que encontra no "pacto político pelo esquecimento" subescrito pelo PSOE na raíz de sua vitória em 1982 boa parte da culpa para que o revisionismo coalhou como tem feito.
"O PSOE optou por não olhar para trás, em sua política de desmemória e assim, em fins dos anos 90, o terreno estava adubado com esquecimento e confusão para a colheita que se preparava".
E conclui: "O resultado é uma sociedade onde a batalha pela memória, pelo passado, está mais viva que nunca, onde o processo de exumação de fossas se exaspera para a direita, que se nega a reconhecer que os vencidos, por estranho que pareça, têm o mesmo direito que tiveram os vencedores durante décadas para localizar seus desaparecidos e lhes dar uma sepultura digna. E daqui que se levam tão mal o gotejamento de livros sobre repressão, que não tem cessado desde os anos 80, que põem em evidência as origens do franquismo e o fato de que sua única fonte de legitimidade foi a violência".
Por tudo o que foi exposto, Espinosa se pergunta porque na Espanha não há controles para evitar que se prolifere a propaganda travestida de História como o há na Inglaterra e França. "Isso não é liberdade de expressão, como tampouco é de validação que se repitam os velhos tópicos reforçando a imagem no coletivo daquilo, de que a guerra do pai ou do avô, não teve nada a ver com o que contam os historiadores".
Fonte original: Redação Diario de Sevilla(Espanha)
http://www.diariodesevilla.com/diariodesevilla/articulo.asp?idart=1269290&idcat=1182
Fonte: texto se encontra no site da ARP-Sociedad para el Avance del Pensamiento Crítico
http://digital.el-esceptico.org/leer.php?id=2080&autor=724&tema=146
Tradução(português): Roberto Lucena
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sexta-feira, 15 de maio de 2015
O revisionismo neofranquista (3): Moa exposto
Em outro post, meses atrás, Pío Moa ficou com a palavra na boca, depois que Enrique Moradiellos lhe colocou as luvas do debate, em maio de 2003, nas páginas virtuais do "El Catoblepas". Seria Moa capaz de demonstrar, com documentos, uma das ideias defendidas em suas obras sobre a GCE (Guerra Civil Espanhola) *, sabendo: que a ajuda militar estrangeira durante a guerra foi de quantidade e qualidade similar para ambos os lados e que a dita intervenção não afetou de maneira substancial o resultado final da guerra? Moradiellos havia-lhe rebatido esta ideia com documentos de arquivos da Espanha e estrangeiros que apontavam junto a direção contrária e aqui ficamos, esperando sua resposta.
Responde Moa, um mês depois, na mesma revista digital sustentando, em primeiro lugar, que o assunto de que o bando recebeu mais e melhor ajuda militar é secundário "num debate sério em torno da guerra civil" e que não deveria distrair do verdadeiro assunto a discutir que seria como e quanto influiu a ajuda estrangeira para cada grupo. Moa responde em seguida: a ajuda ítalo-germânica não implicava nenhuma obediência de Franco a Hitler; por outro lado, a ajuda soviética submeteu a Frente Popular (que melhor se entregou voluntariamente) às diretrizes de Stálin. Os planos do ditador soviético haviam sido a instauração de um satélite bolchevique na Espanha para destruir os regimes democráticos da Europa Ocidental.
Portanto, a esperança de uma discussão historiográfica científica com base em fontes documentais fiáveis se esvazia desde o primeiro momento. Disse Moa:
Alguns meses depois, Moa o resume da seguinte forma:
Com respeito à influência de Stálin sobre a Frente Popular, Moradiellos replica de novo em "El Catoblepas" (a Moa e a outros habituais desta revista não faltará oportunidade de lhes citar em outro post) que a URSS nunca conseguiu impor seus ditadores ao governo da República (ainda que tenha penetrado por completo no PCE e, por isso, nos mandos policiais e militares inscritos no partido) e que sua influência só cresceu significativamente ao longo de 1938 quanto mais se distanciavam as potências democráticas da República. Cita para mostrar isso a Viñas, Sarda, Martín Aceña ou Varela Ortega, assim como os documentos citados pelo historiador norte-americano Ronald Radosh em sua obra "España traicionada", Barcelona, 2002.
Contudo, parece um esforço vão já que na seguinte resposta Moa, abundando em desqualificações (burlescamente chama a Moradiellos de "o ilustre professor" e o acusa de "retórica barroca" e de "divagações, nimiedades, justificações desnecessárias", etc) opõe como critério de autoridade para respaldar suas ideias que "para qualquer pessoa algo a par das circunstâncias, não pode admitir a menor dúvida no predomínio soviético na Espanha".
Moa, portanto, não está disposto a discutir no terreno da historiografia baseada em fontes documentais, com informações e dados escritos contrastáveis e discutíveis com critério. Moa pretende levar sempre a discussão unicamente para os terrenos ambíguos da discussão política, onde crê que pode demonstrar a máxima que anima toda sua produção bibliográfica: que a Esquerda é uma ideologia maligna e que a História da 2ª República e da GCE o demonstra.
Que a política de esquerdas seja uma ideologia maligna ou não, não deveria ofuscar o espírito crítico de nenhum historiador que investigue sobre ela. O dever de objetividade deve estar acima de qualquer preconceito pessoal. A não ser que nosso objetivo não seja escrever História, senão fazer propaganda.
Do último livro de Alberto Reig Tapia, "Revisionismo y Política: Pío Moa revisitado" (Madrid, 2008) extraio esta citação que explica este afã de propaganda em determinados leitores:
Fonte: blog Fuentes para la Historia de la 2ª República, la Guerra Civil y el Franquismo (Espanha)
Título original: El revisionismo neofranquista (3): Moa al descubierto
http://fuentesguerracivil.blogspot.com/2008/07/el-revisionismo-neo-franquista-3-moa-al_12.html
Tradução: Roberto Lucena
Parte 1: O revisionismo neofranquista (1): guia de uso - Pío Moa
________________________________________
Observação: Sobre as siglas, como já ressaltado no começo.
GCE é sigla para Guerra Civil Espanhola.
PCE é sigla para Partido Comunista Espanhol.
Responde Moa, um mês depois, na mesma revista digital sustentando, em primeiro lugar, que o assunto de que o bando recebeu mais e melhor ajuda militar é secundário "num debate sério em torno da guerra civil" e que não deveria distrair do verdadeiro assunto a discutir que seria como e quanto influiu a ajuda estrangeira para cada grupo. Moa responde em seguida: a ajuda ítalo-germânica não implicava nenhuma obediência de Franco a Hitler; por outro lado, a ajuda soviética submeteu a Frente Popular (que melhor se entregou voluntariamente) às diretrizes de Stálin. Os planos do ditador soviético haviam sido a instauração de um satélite bolchevique na Espanha para destruir os regimes democráticos da Europa Ocidental.
Portanto, a esperança de uma discussão historiográfica científica com base em fontes documentais fiáveis se esvazia desde o primeiro momento. Disse Moa:
Sustento que, em termos militares, a intervenção se equilibrou mais ou menos. (...) Mas não entrarei agora nesse debate, insisto que é secundário uma vez esclarecida a primeira tese [a influência de Stálin]. Admitirei, a princípio, que meu crítico [Moradiellos] pode ter razão em alguns dos dados parciais que maneja, mas sigo inclinado a crer num equilíbrio básico, inclusive com ligeira supremacia dos suministros recebidos pelas esquerdas.Moa escapa da discussão que Moradiellos tratava de apontar metodologicamente: medir a quantidade e qualidade de ajuda militar recebida por cada grupo e, com base nisso, determinar a influência sobre o resultado final da guerra. Moa, ao não possuir fontes que rebatessem Moradiellos, liquida a discussão invocando opiniões pessoais sem mais fundamento que sua crença pessoal, esse "mas sigo inclinado a crer" vem a dizer que seu preconceito é a prova de toda evidência contrária. O mais curioso do assunto é que um dos slogans publicitários que Moa mais utilizou para a venda de seus livros é que utilizou fontes de arquivos nunca descobertas ou desprezadas por outros historiadores "marxistas". Neste caso, privou-nos delas.
"Uma visão neostalinista da Guerra Civil", El Catoblepas, 16 (junho de 2003).
Alguns meses depois, Moa o resume da seguinte forma:
Creio que Moradiellos pode ter razão em algumas das críticas que me faz sobre fechas e volume da intervenção exterior, se bem que esses dados seguem sujeitos à revisão. Mas, como creio ter demonstrado, falha no fundamental, ou seja, no caráter qualitativamente distinto da intervenção soviética e da ítalo-germânica. Stálin "satelizou" a Frente Popular, enquanto que o apoio das potências fascistas não privou Franco de sua independência. Este é o ponto chave da intervenção externa (...).Parece que vai admitindo que sim, que fora possível que Franco recebesse mais ajuda militar de Hitler e Mussolini em relação ao que recebeu a República da URSS? Em todo caso, Moa segue afirmando que isto seria irrelevante para o desenvolvimento e desenlace da guerra.
"Errores en Los mitos de la Guerra Civil", Libertad Digital, 9 de janeiro de 2004.
Ele [Moradiellos] plantou sua crítica em torno das cifras das intervenções soviética, alemã e italiana, negando minha aseveración de que foram mais ou menos equivalentes, e pretendendo que o maior aporte ítalo-germânico havia decidido a guerra. Como lhe indiquei, a questão das cifras, ainda que seja interessante, não é fundamental. E sua fonte principal, o livro de Howson, resulta muito pouco fiável.Em tão-somente um par de meses voltou a carga sobre esse assunto (sobre o que deve alimentar alguma má consciência) e lançou sua opinião final a respeito:
"Los casos de Moradiellos y Viñas", Libertad Digital, 1 de janeiro de 2007
A quantidade de material e de tropas nunca determina o resultado de uma guerra ou de uma batalha. Tem sido frequente as guerras ganhas com inferioridade material..Em resumo:
"Un debate pueril", Libertad Digital, 14 de março de 2008.
- Primeiro afirmou que a ajuda militar recebida pela Frente Popular foi de maior quantidade e qualidade que a que receberam os franquistas. Isto exaltaria a vitória de Franco, enfrentando um inimigo superior, e desmorona ainda mais a República, dilapidadora das riquezas da Espanha, mal gastadora de sua vantagem militar.
- Mais tarde, depois que Moradiellos houvesse lhe mostrado a prova contrária que era mostrada pelos arquivos, Moa passa a se defender argumentando que a supremacia militar não é algo decisivo no desenlace de uma guerra (esta ideia não merece maior comentário que uma simples revisão dos resultados da intervenção alemã na GCE e o significado da supremacia aérea na guerra moderna).
Com respeito à influência de Stálin sobre a Frente Popular, Moradiellos replica de novo em "El Catoblepas" (a Moa e a outros habituais desta revista não faltará oportunidade de lhes citar em outro post) que a URSS nunca conseguiu impor seus ditadores ao governo da República (ainda que tenha penetrado por completo no PCE e, por isso, nos mandos policiais e militares inscritos no partido) e que sua influência só cresceu significativamente ao longo de 1938 quanto mais se distanciavam as potências democráticas da República. Cita para mostrar isso a Viñas, Sarda, Martín Aceña ou Varela Ortega, assim como os documentos citados pelo historiador norte-americano Ronald Radosh em sua obra "España traicionada", Barcelona, 2002.
Contudo, parece um esforço vão já que na seguinte resposta Moa, abundando em desqualificações (burlescamente chama a Moradiellos de "o ilustre professor" e o acusa de "retórica barroca" e de "divagações, nimiedades, justificações desnecessárias", etc) opõe como critério de autoridade para respaldar suas ideias que "para qualquer pessoa algo a par das circunstâncias, não pode admitir a menor dúvida no predomínio soviético na Espanha".
Moa, portanto, não está disposto a discutir no terreno da historiografia baseada em fontes documentais, com informações e dados escritos contrastáveis e discutíveis com critério. Moa pretende levar sempre a discussão unicamente para os terrenos ambíguos da discussão política, onde crê que pode demonstrar a máxima que anima toda sua produção bibliográfica: que a Esquerda é uma ideologia maligna e que a História da 2ª República e da GCE o demonstra.
Que a política de esquerdas seja uma ideologia maligna ou não, não deveria ofuscar o espírito crítico de nenhum historiador que investigue sobre ela. O dever de objetividade deve estar acima de qualquer preconceito pessoal. A não ser que nosso objetivo não seja escrever História, senão fazer propaganda.
Do último livro de Alberto Reig Tapia, "Revisionismo y Política: Pío Moa revisitado" (Madrid, 2008) extraio esta citação que explica este afã de propaganda em determinados leitores:
Determinada gente não busca a verdade (verdades) senão a aquilo ou aqueles que melhor defendam suas prévias tomadas de postura que, naturalmente, jamais "revisam".
Fonte: blog Fuentes para la Historia de la 2ª República, la Guerra Civil y el Franquismo (Espanha)
Título original: El revisionismo neofranquista (3): Moa al descubierto
http://fuentesguerracivil.blogspot.com/2008/07/el-revisionismo-neo-franquista-3-moa-al_12.html
Tradução: Roberto Lucena
Parte 1: O revisionismo neofranquista (1): guia de uso - Pío Moa
________________________________________
Observação: Sobre as siglas, como já ressaltado no começo.
GCE é sigla para Guerra Civil Espanhola.
PCE é sigla para Partido Comunista Espanhol.
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sábado, 14 de abril de 2012
Sobre comentários no blog
A quem interessar e quiser ler a discussão que deu origem a este post, segue o link.
A quem interessar também, leiam o que eu comentei há algum tempo atrás nesse post (Sobre fóruns e e-mail).
Só que espero que esse seja o último post que comento sobre esse tipo de coisa sob pena deu suspender o blog por perceber que pessoas estão brincando com esse tipo de assunto, jogando brigas pros outros (no caso, pra cima das pessoas do blog), com um comportamento de "justiceirismo virtual", quando fica claro que esse tipo de postura de leva-e-traz é incompatível com quem de fato queira combater extremismo político. Achei que não haveria outro comentário citando determinados sites ou comentários em tom pessoal mas hoje houve mais um.
Há algum tempo eu tenho notado a insistência de citação de um determinado site em todo comentário feito por perfis sem idenfiticação no blog, e uma repetição sem aparente propósito (já que os posts não tratavam desse site) sempre chama atenção. O pessoal do blog já discutiu muito com "revisionistas" pra ter esse tipo de cautela com perfis sem identificação que chegam relatando brigas com "revis".
O fato de sermos contra o "revisionismo" (negação do Holocausto) e contrários totalmente ao nazismo e fascismo, não faz com que a gente concorde com todo ou qualquer tipo de ação feita em direção a "revisionistas", ou mesmo concordantes com políticas de quaisquer países do Oriente Médio (já que sempre tentam misturar este tipo de assunto com os conflitos da Segunda Guerra). Há que se ter uma postura firme e bem clara sobre o assunto, mas entrar em fóruns "revisionistas" pra brigar pessoalmente com radicais de direita, para trazer o assunto para envolver terceiros sem que as pessoas sejam consultadas a respeito (digam o que acham do assunto ou mesmo quando dizem acabem sendo ignoradas no que comentam), porque não souberam rebater falácias de "revisionistas", não é uma boa atitude.
A princípio, não vejo problema que um pessoa use um perfil com nick pra participar ou comentar com o mesmo, desde que o mesmo seja dirigido pra discutir um assunto abordado. Só que visivelmente estava ficando claro que o intuito dos comentários (por conta do tom e repetição de um site "revisionista", sem razão aparente já que costumamos citar mais sites estrangeiros) era de trazer briga de fóruns os quais o pessoal do blog não participa, e que por conta da falta de identificação os comentários sempre recaem automaticamente sobre o blog e não sobre quem comenta, justamente pelo perfil não ter identificação e pelo tom do comentário ser de cunho pessoal.
No Brasil não existe a cultura de discussão livre dos EUA, pelo menos pra mim isso sempre foi bem claro, não sei se é ruim ou bom mas isso é um fato, por isso que quem quiser discutir dizendo o que quer sem "pensar nas consequências", que procure um fórum norte-americano.
Eu já disse isso antes mas direi de novo, se uma pessoa não suporta certos assuntos (que podem ter um impacto diferente de pessoa pra pessoa), e isso não é problema pois o assunto genocídio não é mesmo agradável, que não se envolva diretamente com o mesmo se for pra sair brigando a esmo, pois esse tipo de postura de "justiceirismo virtual" não resolverá coisa alguma e criou inúmeros problemas que levaram ao esfacelamento da rede social do Google(o Orkut) por conta de insegurança e vandalismo, e também acarretou no apagamento de várias provas em relação a vários delitos cometidos naquele site.
Em função disso e se atendo ao problema de que briga pessoal deve ser tratada entre as partes envolvidas e onde a briga começou e não aqui, até porque o pessoal daqui não usa nicks e comentam com os nomes:
1. A partir de hoje a pessoa que quiser comentar no blog terá que ter o mínimo de identificação possível ou pelo menos se ater ao assunto tratado no post, fora isso não terá publicado o comentário.
2. Se o que as pessoas querem é ver confusão, baderna e briga gratuita, não terão aqui.
3. Brigas pessoais de terceiros surgidas em outros fóruns e que não dizem respeito aos membros do blog devem ser tratadas nos locais de origem, não aqui.
Há um tempo atrás houve discussão com alguns "revis" de outros países (com mesmo idioma) e o resultado foi péssimo, acabou em baixaria e troca de farpas abertas (começadas pelos ditos "revisionistas" que costumam dizer que são "defensores da liberdade de expressão" mas não verdade não são). O "nivel" de discussão com "revis" lusófonos geralmente é terrível, baixaria total (e isso não é um elogio aos "revis" de países não-lusófonos, só que o nível de baixaria e cretinice das discussões em português faz qualquer discussão em inglês, espanhol e outros idiomas, parecerem uma "coisa leve").
Então, repetindo: fica vedado trazer briga pessoal de fóruns nos quais as pessoas do blog não participam. Quem arrumar briga pessoal com pessoa A, B ou C ou contra grupos, que resolva com essas pessoas diretamente, ou se achar que é o caso, acione a justiça pra resolver o assunto.
Não adianta trazer problema policial ou briga pessoal praqui pois o blog não é delegacia. Tampouco é o Ministério Público pra tratar de questões judiciais, algo que qualquer pessoa com um mínimo de bom senso perceberia.
Eu não participo de fóruns brasileiros sobre "revisionismo", exceção feita à lista do Marcelo Oliveira (que está desativada). Que eu saiba os demais membros do blog também não participam de fóruns brasileiros sobre "revisionismo" e comentam usando o nome.
Ou o leva-e-traz de briga desse tipo de fórum pára, ou terei que suspender o blog por tempo indeterminado pois não irei me irritar/estressar com esse tipo de palhaçada. Esse tipo de briga gratuita e sem direção, satura e tem imite.
As pessoas do blog sabem quais sites em português "discutem" "revisionismo", sabem a origem deles, não é "surpresa" pra nós o tipo de assunto tratado nesses sites, só que os membros do blog podem achar que a citação a esmo de determinados sites sem qualquer discussão relevante (ou com brigas pessoais) só serve para divulgação desses sites, quando não, criar envolvimento das pessoas do blog em brigas pessoais alheias. O que é consenso é que ninguém do blog e o mesmo será movido a uma discussão por conta de direcionismo de briga de terceiros, de coisas que não participamos.
Quem não concordar com essa postura pode criar um blog e dar a direção que quiser ao assunto. Temos uma conduta própria pra lidar com o assunto, não é algo que surgiu na semana passada e sim coisa de bastante tempo e não mudaremos isso. Como também não acataremos sermos direcionados a certos tipos de atrito e brigas quando nem sequer participamos dos sites que deram origem a este tipo de briga pessoal. Pensamos que não é desta forma (confronto pessoal, atrito, uso de fakes) que se combate esse tipo de extremismo político e sim com informação e educação.
A quem interessar também, leiam o que eu comentei há algum tempo atrás nesse post (Sobre fóruns e e-mail).
Só que espero que esse seja o último post que comento sobre esse tipo de coisa sob pena deu suspender o blog por perceber que pessoas estão brincando com esse tipo de assunto, jogando brigas pros outros (no caso, pra cima das pessoas do blog), com um comportamento de "justiceirismo virtual", quando fica claro que esse tipo de postura de leva-e-traz é incompatível com quem de fato queira combater extremismo político. Achei que não haveria outro comentário citando determinados sites ou comentários em tom pessoal mas hoje houve mais um.
Há algum tempo eu tenho notado a insistência de citação de um determinado site em todo comentário feito por perfis sem idenfiticação no blog, e uma repetição sem aparente propósito (já que os posts não tratavam desse site) sempre chama atenção. O pessoal do blog já discutiu muito com "revisionistas" pra ter esse tipo de cautela com perfis sem identificação que chegam relatando brigas com "revis".
O fato de sermos contra o "revisionismo" (negação do Holocausto) e contrários totalmente ao nazismo e fascismo, não faz com que a gente concorde com todo ou qualquer tipo de ação feita em direção a "revisionistas", ou mesmo concordantes com políticas de quaisquer países do Oriente Médio (já que sempre tentam misturar este tipo de assunto com os conflitos da Segunda Guerra). Há que se ter uma postura firme e bem clara sobre o assunto, mas entrar em fóruns "revisionistas" pra brigar pessoalmente com radicais de direita, para trazer o assunto para envolver terceiros sem que as pessoas sejam consultadas a respeito (digam o que acham do assunto ou mesmo quando dizem acabem sendo ignoradas no que comentam), porque não souberam rebater falácias de "revisionistas", não é uma boa atitude.
A princípio, não vejo problema que um pessoa use um perfil com nick pra participar ou comentar com o mesmo, desde que o mesmo seja dirigido pra discutir um assunto abordado. Só que visivelmente estava ficando claro que o intuito dos comentários (por conta do tom e repetição de um site "revisionista", sem razão aparente já que costumamos citar mais sites estrangeiros) era de trazer briga de fóruns os quais o pessoal do blog não participa, e que por conta da falta de identificação os comentários sempre recaem automaticamente sobre o blog e não sobre quem comenta, justamente pelo perfil não ter identificação e pelo tom do comentário ser de cunho pessoal.
No Brasil não existe a cultura de discussão livre dos EUA, pelo menos pra mim isso sempre foi bem claro, não sei se é ruim ou bom mas isso é um fato, por isso que quem quiser discutir dizendo o que quer sem "pensar nas consequências", que procure um fórum norte-americano.
Eu já disse isso antes mas direi de novo, se uma pessoa não suporta certos assuntos (que podem ter um impacto diferente de pessoa pra pessoa), e isso não é problema pois o assunto genocídio não é mesmo agradável, que não se envolva diretamente com o mesmo se for pra sair brigando a esmo, pois esse tipo de postura de "justiceirismo virtual" não resolverá coisa alguma e criou inúmeros problemas que levaram ao esfacelamento da rede social do Google(o Orkut) por conta de insegurança e vandalismo, e também acarretou no apagamento de várias provas em relação a vários delitos cometidos naquele site.
Em função disso e se atendo ao problema de que briga pessoal deve ser tratada entre as partes envolvidas e onde a briga começou e não aqui, até porque o pessoal daqui não usa nicks e comentam com os nomes:
1. A partir de hoje a pessoa que quiser comentar no blog terá que ter o mínimo de identificação possível ou pelo menos se ater ao assunto tratado no post, fora isso não terá publicado o comentário.
2. Se o que as pessoas querem é ver confusão, baderna e briga gratuita, não terão aqui.
3. Brigas pessoais de terceiros surgidas em outros fóruns e que não dizem respeito aos membros do blog devem ser tratadas nos locais de origem, não aqui.
Há um tempo atrás houve discussão com alguns "revis" de outros países (com mesmo idioma) e o resultado foi péssimo, acabou em baixaria e troca de farpas abertas (começadas pelos ditos "revisionistas" que costumam dizer que são "defensores da liberdade de expressão" mas não verdade não são). O "nivel" de discussão com "revis" lusófonos geralmente é terrível, baixaria total (e isso não é um elogio aos "revis" de países não-lusófonos, só que o nível de baixaria e cretinice das discussões em português faz qualquer discussão em inglês, espanhol e outros idiomas, parecerem uma "coisa leve").
Então, repetindo: fica vedado trazer briga pessoal de fóruns nos quais as pessoas do blog não participam. Quem arrumar briga pessoal com pessoa A, B ou C ou contra grupos, que resolva com essas pessoas diretamente, ou se achar que é o caso, acione a justiça pra resolver o assunto.
Não adianta trazer problema policial ou briga pessoal praqui pois o blog não é delegacia. Tampouco é o Ministério Público pra tratar de questões judiciais, algo que qualquer pessoa com um mínimo de bom senso perceberia.
Eu não participo de fóruns brasileiros sobre "revisionismo", exceção feita à lista do Marcelo Oliveira (que está desativada). Que eu saiba os demais membros do blog também não participam de fóruns brasileiros sobre "revisionismo" e comentam usando o nome.
Ou o leva-e-traz de briga desse tipo de fórum pára, ou terei que suspender o blog por tempo indeterminado pois não irei me irritar/estressar com esse tipo de palhaçada. Esse tipo de briga gratuita e sem direção, satura e tem imite.
As pessoas do blog sabem quais sites em português "discutem" "revisionismo", sabem a origem deles, não é "surpresa" pra nós o tipo de assunto tratado nesses sites, só que os membros do blog podem achar que a citação a esmo de determinados sites sem qualquer discussão relevante (ou com brigas pessoais) só serve para divulgação desses sites, quando não, criar envolvimento das pessoas do blog em brigas pessoais alheias. O que é consenso é que ninguém do blog e o mesmo será movido a uma discussão por conta de direcionismo de briga de terceiros, de coisas que não participamos.
Quem não concordar com essa postura pode criar um blog e dar a direção que quiser ao assunto. Temos uma conduta própria pra lidar com o assunto, não é algo que surgiu na semana passada e sim coisa de bastante tempo e não mudaremos isso. Como também não acataremos sermos direcionados a certos tipos de atrito e brigas quando nem sequer participamos dos sites que deram origem a este tipo de briga pessoal. Pensamos que não é desta forma (confronto pessoal, atrito, uso de fakes) que se combate esse tipo de extremismo político e sim com informação e educação.
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